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Perdidos no espaço pelo Et(h)eriano Rui Sousa

Recentemente terminei de ver a primeira temporada da série “Lost in Space” (Perdidos no Espaço) que está a ser transmitida na Netflix portuguesa.
Trata-se do “remake” de um original de 1965 e que também teve uma adaptação em 2004.
Nesta história de 2018 que se passa daqui a 30 anos, a humanidade está pronta para colonizar novos planetas. Assim sendo, lança uma nave que contém, entre outros, famílias escolhidas para dar início a uma nova e melhor(?) sociedade. Deste grupo, destaca-se a família “Robinson” que são as pessoas centrais desta aventura espacial.
Durante esta viagem, algo corre mal e há um desvio na rota traçada. Vários veículos, cada um com uma familia, separam-se da “nave-mãe” e rapidamente os Robinsons lutam pela sobrevivência enquanto se dirigem para um planeta desconhecido.
Ao aterrarem num terreno com clima inóspito, mas habitável, terão de tentar compreender o que os rodeia, onde estão, quem mais terá terá conseguido chegar e mais importante… o que aconteceu?
Depressa irão descobrir que não estão sozinhos e que vão ter que lutar muito para superarem obstáculos complicados.
Como se isso não bastasse, ainda iremos conhecer uma tal de “Dra Smith” que irá dificultar muito a vida aos nossos heróis e um poderoso robot que irá ser um precioso aliado e protector do mais jovem elemento dos Robinsons.
Uma série repleta de acção, aventura, mistério e muito ritmo mas com uma história bem elaborada e consistente. Cada episódio tem a sua dose q.b. de “stress” para os personagens principais e haverá alguns “flashbacks” para entendermos melhor determinadas situações.
A não perder, não só por fãs de ficção científica, mas por quem aprecia uma boa história de aventura
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O Fim do Mundo pelo et(h)eriano Rui Sousa

Fãs dos filmes catástrofe, agarrem-se às vossas cadeiras e entrem nesta aventura alucinante contra o tempo, enquanto nos preparamos para o impacto de um asteroide de grandes dimensões contra o nosso planeta. E o pior é que não temos o Bruce Willis para nos safar.
Esta referência vem a propósito do blockbuster “Armageddon” com um cenário apocalíptico semelhante, mas sem conspirações governamentais que estão bem presentes nesta série da netflix.
Tudo começa quando um estudante do M.I.T desempenhado pelo jovem actor Charlie Rowe, faz uma descoberta, que partilha com um bilionário da tecnologia interpretado por Santiago Cabrera (que participou no último filme da saga “Transformers”, na série “Big Little Lies” e “The Mindy Project” para referir alguns exemplos): Dentro de 6 meses, um asteróide vai colidir com a Terra causando o exterminio global.
Enquanto tentam pensar numa maneira de impedir esta catástrofe, resolvem alertar algumas pessoas dentro do governo para tentarem trabalhar em conjunto. Mal sabiam eles que isso iria ser o início de uma batalha com suspeitas, traições, conspirações e lutas pelo poder.
Mesmo assim vão juntando alguns aliados nesta caminhada, tal como a secretária de imprensa do pentágono, a actriz Jennifer Finnigan (da série “Tyrant” – recomendo) e o secretário adjunto da Defesa interpretado por Ian Anthony Dale (que costuma aparecer na série “Hawai Força Especial” excelente série de acção).
Com o tempo contra nós a hipótese de mandar uns mísseis para rebentar com o asteróide está fora de questão, pois isso iria agravar o problema ao produzir vários fragmentos que iriam resultar em múltiplos impactos. Por isso, há que pensar criativamente tentando alterar a sua trajectória.
Cada episódio é mais um obstáculo no que deveria ser um caminho fácil no sentido em que é do interesse de todos que este problema seja resolvido o mais rapidamente possível.
E como se não bastasse tentar desviar um objecto de grandes dimensões, ainda têm que conceber um plano “B” caso o desastre seja inevitável.
O ritmo é bom, temos situações de “suspense” de episódio para episódio, o que nos leva a assim que terminamos um, queiramos ver logo o seguinte.
Os fãs deste género de histórias irão certamente gostar e mesmo que não seja um tema do vosso agrado, esta história bem conseguida irá perder a vossa atenção, sem dúvida.
E se precisarem de mais um motivo para ver esta série, o produtor executivo é um tal de Peter M. Lenkov, responsável por êxitos televisivos como: Hawai Força Especial, MacGyver (o remake), CSI Nova Iorque e 24, para referir alguns.
Vejam esta empolgante história, antes que o Mundo acabe.
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La casa de Papel. pelo et(h)eriano Rui Sousa

Série criada por Álex Pina para a Antena 3 espanhola, estreou em 2 de maio de 2017 e só recentemente foi adicionada ao catálogo da “Netflix” Portugal.

Esta série espanhola acompanha um grupo de assaltantes, cada um com capacidades específicas, naquele que poderá ser o maior roubo em Espanha na casa da moeda.

Neste grupo particular cada assaltante irá apenas ser conhecido pelo nome de uma cidade:

Tóquio – interpretado pela actriz Úrsula Corberó, Moscovo – por Paco Tous, Berlim –  por Pedro Alonso, Nairobi – por Alba Flores, Rio – por Miguel Herrán, Denver – por Jaime Lorente e Helsínquia por Darko Peric.

Todos irão ser orientados e ensinados durante meses por um indivíduo que se auto intitula de “O professor” (interpretado pelo actor Álvaro Morte), num plano elaborado e complexo em que não só planeiam este golpe mas também tentam prever com sucesso todas as “jogadas” que as forças da autoridade irão fazer para tentar impedi-los.

Nada é deixado ao acaso inclusive a data escolhida para que possam ter um grande número de reféns à sua disposição, alguns que irão ter protagonismo na história, e dificultar as manobras da policia. Tudo é meticulosamente pensado e todos os pormenores são importantes.

Do outro lado desta situação, e a representar a lei, encontramos uma inspectora interpretada pela actriz Itziar Ituño, que enfrenta problemas pessoais e profissionais, o que lhe dá mais determinação para travar este grupo tentando descobrir quem são, o que (realmente) pretendem, impedi-los de fugir, ao mesmo tempo que tem que lidar com o “professor” que noutro local distante de toda a acção, tenta lançar o caos e confundir toda a gente.

Esta série está bem conseguida, os episódios vão tendo ritmo q.b. e os actores são credíveis nos seus papéis.

À medida que a história avança somos tentados a “torcer” pelos dois lados em alturas diferentes. Vamos ficando a conhecer melhor os motivos pessoais de cada um, como o golpe está a decorrer e como planeiam escapar. Nem tudo irá correr sempre bem para ambos os lados, o que traz mais emoção à situação.

Tem só uma temporada dividida em duas partes. Ainda só vi a primeira, por isso não posso comentar para já como irá terminar tudo isto. Mas posso recomendar-vos que sigam esta excelente série que vos deixará em suspenso até ao fim.

Quem não esteja habituado à língua espanhola, pode estranhar ao início mas à medida que forem vendo mais episódios, vão-se habituando.