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Dirty John

Depois da excelente série da Netflix Portugal, “You” (“Tu”, em português), venho hoje recomendar mais uma grande história na onda das “pessoas que não são o que parecem”.E esta pessoa é John Meehan, interpretado brilhantemente pelo actor Eric Bana.

No mundo dos encontros pela internet, e depois de várias tentativas fracassadas de encontrar “o tal”, Debra Newell, interpretada por Connie Britton, conhece John, um homem simpático, inteligente, bom conversador, ouvinte atento… enfim, com as condições para ser “aquele” que Debra procura.

Nós espectadores, somos levados a partilhar a mesma opinião. Porém, como iremos descobrir ao longo da série, John não é bem o que aparenta, e pouco a pouco vamos conhecendo os seus segredos que revelam uma outra personalidade.Irão estas descobertas revelar John como ele realmente é, ou haverá mais qualquer coisa por detrás disto tudo?

Esta série tem na minha opinião, em comum com a já referida “You”, o mundo das redes sociais e do facilitismo dos encontros “às cegas” com personalidades que não são exactamente o que aparentam ser.Uma história sinistra, baseada em factos reais relatados pelo jornal “Los Angeles Times”, que vos irá agarrar ao écran, certamente. Ideal para quem gosta de “suspense” e thrillers com ritmo e em que temos sempre coisas a acontecer a cada episódio.

RMS

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Todos suspeitos



“Bajo sospecha”, “Todos suspeitos” em Português, é uma série espanhola que é transmitida na “SIC Radical”. Na primeira temporada desta série, numa pequena localidade, uma criança desaparece na festa da sua primeira comunhão. Numa família grande, todos são suspeitos e todos têm algo a esconder. Uma história repleta de suspense e mistério que revelará pouco a pouco, os motivos que cada um tem para cometer este crime. Bons actores com boas interpretações. Se gostaram da “Casa de papel”, têm aqui outra série de elevada qualidade, a não perder.

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Perdidos no espaço pelo Et(h)eriano Rui Sousa

Recentemente terminei de ver a primeira temporada da série “Lost in Space” (Perdidos no Espaço) que está a ser transmitida na Netflix portuguesa.
Trata-se do “remake” de um original de 1965 e que também teve uma adaptação em 2004.
Nesta história de 2018 que se passa daqui a 30 anos, a humanidade está pronta para colonizar novos planetas. Assim sendo, lança uma nave que contém, entre outros, famílias escolhidas para dar início a uma nova e melhor(?) sociedade. Deste grupo, destaca-se a família “Robinson” que são as pessoas centrais desta aventura espacial.
Durante esta viagem, algo corre mal e há um desvio na rota traçada. Vários veículos, cada um com uma familia, separam-se da “nave-mãe” e rapidamente os Robinsons lutam pela sobrevivência enquanto se dirigem para um planeta desconhecido.
Ao aterrarem num terreno com clima inóspito, mas habitável, terão de tentar compreender o que os rodeia, onde estão, quem mais terá terá conseguido chegar e mais importante… o que aconteceu?
Depressa irão descobrir que não estão sozinhos e que vão ter que lutar muito para superarem obstáculos complicados.
Como se isso não bastasse, ainda iremos conhecer uma tal de “Dra Smith” que irá dificultar muito a vida aos nossos heróis e um poderoso robot que irá ser um precioso aliado e protector do mais jovem elemento dos Robinsons.
Uma série repleta de acção, aventura, mistério e muito ritmo mas com uma história bem elaborada e consistente. Cada episódio tem a sua dose q.b. de “stress” para os personagens principais e haverá alguns “flashbacks” para entendermos melhor determinadas situações.
A não perder, não só por fãs de ficção científica, mas por quem aprecia uma boa história de aventura
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Retribution pelo et(h)eriano Rui Sousa

Lançada originalmente em 2016 com o título “One of us”, esta mini série britânica de 4 episódios foi recentemente relançada na Netflix com o título “Retribution”.
Uma história rodeada de mistério sobre o assassinato de um jovem casal, cujas famílias são amigas há muitos anos, e vizinhas numa grande propriedade rural na Escócia.
No dia do homicidio, o criminoso vai ter com as famílias das vítimas numa brutal noite de tempestade e tem um acidente de carro já na propriedade deles, ficando inconsciente. Estes ao ouvirem os sons do despiste, rapidamente deslocam-se ao local e transportam este indivíduo para uma das casas. Ao revistarem-no ficam em choque ao saberem que estão perante o responsável pelo crime.
Já que naquele momento ele não está acordado para responder a perguntas, mesmo assim tratam as suas feridas e resolvem prendê-lo durante a noite para depois o questionarem. Porém, no dia seguinte quando se juntam todos para ir falar com ele, acabam por descobrir que está morto. Mas como? As feridas não eram assim tão graves.
Como as duas famílias são as únicas que habitam aquele espaço rural e mais ninguém se pode ter aproximado da propriedade devido às más condições climatéricas que os deixaram isolados, isso quer dizer que um deles é o responsável pelo homicídio deste homem. Qualquer um tinha motivo para o fazer.
Para evitar perguntas por parte das autoridades, que entretanto aparecem para os por a par da investigação, este grupo resolve esconder o corpo e o carro enquanto pensam no que fazer.
A partir deste momento inicia-se o mistério. O suspeito pode ser qualquer um e existem perguntas por responder: Porque foi cometido o crime? Quem era este homem? O que pretendia? Quem o matou? Porque se dirigiu para ali?
Devido ao número reduzido de episódios, a história desenvolve-se a bom ritmo (para uma série britânica) e irá revelar algumas surpresas.
Tentem resolver este mistério.

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La casa de Papel. pelo et(h)eriano Rui Sousa

Série criada por Álex Pina para a Antena 3 espanhola, estreou em 2 de maio de 2017 e só recentemente foi adicionada ao catálogo da “Netflix” Portugal.

Esta série espanhola acompanha um grupo de assaltantes, cada um com capacidades específicas, naquele que poderá ser o maior roubo em Espanha na casa da moeda.

Neste grupo particular cada assaltante irá apenas ser conhecido pelo nome de uma cidade:

Tóquio – interpretado pela actriz Úrsula Corberó, Moscovo – por Paco Tous, Berlim –  por Pedro Alonso, Nairobi – por Alba Flores, Rio – por Miguel Herrán, Denver – por Jaime Lorente e Helsínquia por Darko Peric.

Todos irão ser orientados e ensinados durante meses por um indivíduo que se auto intitula de “O professor” (interpretado pelo actor Álvaro Morte), num plano elaborado e complexo em que não só planeiam este golpe mas também tentam prever com sucesso todas as “jogadas” que as forças da autoridade irão fazer para tentar impedi-los.

Nada é deixado ao acaso inclusive a data escolhida para que possam ter um grande número de reféns à sua disposição, alguns que irão ter protagonismo na história, e dificultar as manobras da policia. Tudo é meticulosamente pensado e todos os pormenores são importantes.

Do outro lado desta situação, e a representar a lei, encontramos uma inspectora interpretada pela actriz Itziar Ituño, que enfrenta problemas pessoais e profissionais, o que lhe dá mais determinação para travar este grupo tentando descobrir quem são, o que (realmente) pretendem, impedi-los de fugir, ao mesmo tempo que tem que lidar com o “professor” que noutro local distante de toda a acção, tenta lançar o caos e confundir toda a gente.

Esta série está bem conseguida, os episódios vão tendo ritmo q.b. e os actores são credíveis nos seus papéis.

À medida que a história avança somos tentados a “torcer” pelos dois lados em alturas diferentes. Vamos ficando a conhecer melhor os motivos pessoais de cada um, como o golpe está a decorrer e como planeiam escapar. Nem tudo irá correr sempre bem para ambos os lados, o que traz mais emoção à situação.

Tem só uma temporada dividida em duas partes. Ainda só vi a primeira, por isso não posso comentar para já como irá terminar tudo isto. Mas posso recomendar-vos que sigam esta excelente série que vos deixará em suspenso até ao fim.

Quem não esteja habituado à língua espanhola, pode estranhar ao início mas à medida que forem vendo mais episódios, vão-se habituando.