Categoriespartículas dos dias partículas fotográficas

Nova colaboradora…



É com muito agrado que venho anunciar que a equipa do etherlive71 cresceu.
A partir de hoje teremos mais uma nova colaboradora, Julia Duarte.
A nossa correspondente em Nova Iorque. 
O etherlive71 já chega para lá do horizonte simples de Portugal e vai agora ter uma participação directamente da Big Apple.
A Julia irá ter duas participações, uma ao nível da fotografia…preparem-se que ainda hoje terão o primeiro artigo, lindíssimo diga-se, da Julia.
A outra participação é uma rubrica que a Julia vai assinar todos os meses.
Assim, uma vez por mês marquem nas vossas agendas o nome “Parte da maçã”…ou seja, será uma rubrica sobre tudo o que se passa no outro lado do Atlântico, ao nível da cultura e de algumas curiosidades dos dias.
Bem vinda Júlia, e a equipa do etherlive71 fica assim mais rica.
Grato a todos.
Categoriespartículas das viagens

Nova Iorque é maior vista de cima, pelo et(h)eriano Rui Azeredo

 
Sempre achei que ao pisar Nova Iorque iria ficar assoberbado com a altura dos arranha-céus. São impressionantes, é verdade. O céu azul praticamente só se vê em frinchas, as sombras dominam a paisagem, e o sol fica reservado para os telhados dos mais altos edifícios. Mas, ainda assim, quando me livrei do trânsito infernal e finalmente pus os pés em Nova Iorque fiquei com sensação de que os prédios não eram tão altos como os imaginara com a ajuda de tantos filmes, fotos e livros. Altíssimos, sem dúvida! Mas pensei que iria ficar mais esmagado.
 
Nova iorque
 
 
Precisei de ir «lá acima» para sentir o que esperava viver «lá em baixo». A grandiosidade nova-iorquina em termos de betão é mais palpável do alto, não de um avião, mas sim de um dos edifícios mais imponentes, porque com som e sem o isolamento total de uma janela toda a experiência se intensifica. As sirenes constantes da polícia e bombeiros, uma realidade omnipresente e não uma ficção cinematográfica, ironicamente alimentam de vida a cidade, já que os sons individuais das pessoas não sobem tão alto. Ao longe veem-se os aviões a circular de e para os aeroportos que servem Nova Iorque e é inevitável pensar que um dia dois houve que se aproximaram demasiado.
Bem aconselhado por um nova-iorquino residente em Portugal, o escritor Richard Zimler, a escolha recaiu sobre o observatório do Top of the Rock, no Rockfeller Center, onde se evitam as longas filas do Empire State Building e, além disso, se tem vista privilegiada sobre este último.
Foi assim no alto do Top of the Rock que finalmente me senti esmagado por Nova Iorque, onde a noite me comprovou que se há uma cidade-luz, esta será a cidade das luzes. Aqui senti-me no centro do nosso mundo, e soube bem, e isso fica para sempre.
nova iorque 1
Depois, desci, não vi o Jimmy Fallon e mergulhei naquele zumbido constante de motores, conversas, risos, música, entre luzes e néons e passei a ser uma partícula de uma paisagem deslumbrante observada por alguém que se terá cruzado comigo no outro elevador.