Como ser o que você quiser

A infância é realmente um período mágico de nossas vidas. Pelo menos ela tem o poder de ser. Quando, mais à frente, conectamos os pontos, concluimos que mesmo as coisas ruins que eventualmente aconteceram quando éramos crianças tiveram papel fundamental na nossa formação. 

Existem teorias contrárias em relação a isso. Não vou ousar tentar explicar. Nem tenho formação e conhecimento suficiente para isso. Mas em uma conversa entre amigos, que é o que busco com meus textos, posso “falar por alto”. Se minha explicação não servir para nada, pelo menos meus amigos portugueses aprenderão uma expressão comum aqui no Brasil: “falar por alto”, que quer dizer, abordar o assunto sem muita profundidade.

Existe uma corrente que acredita que a personalidade humana é formada sob forte influência das experiências que se inciam na infância. No entanto, existe outra corrente que defende que o meio social e a preocupação do indivíduo em alcançar objetivos preestabelecidos são os determinantes básicos do comportamento humano. É uma teoria interessante, embora eu não concorde totalmente com ela. Se quiser saber um pouco mais sobre isso, leia o livro “A coragem de não agradar” de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga. Vale à pena.

As duas teorias, assim como quase tudo na vida, tem seus riscos se forem usadas de maneira errada. Por exemplo, se você acreditar que tudo na sua vida que não está de acordo com o que você gostaria, for culpa da criação que você teve na infância, estará se isentando de qualquer responsabilidade no processo de evolução.

Sou um defensor ferrenho da autorresponsabilidade. Este inclusive é o tema do primeiro  capítulo do meu livro “Remédio para Crescer”. Acredito que assumir a responsabilidade por tudo que acontece na sua vida potencializa suas chances de crescer. Em todas as áreas: financeira, emocional, pessoal, profissional, etc.

“Tudo bem João, mas até agora você não falou como ser o que você quiser.”

Ok amigos. Vou conectar os pontos.

A infância é um período mágico porque as crianças tem a capacidade de imaginação operando à todo vapor. À medida que nos tornamos adultos vamos sendo bloqueados, ou melhor, sendo coerente com meu conceito de responsabilidade, nos bloqueamos e deixamos de imaginar e ter sonhos grandes. Chegamos a nos sentir ridículos e exercemos uma autocrítica punitiva.

Quando crianças sonhávamos ser muitas coisas: atletas, artistas, astronautas, bombeiros e muitas outras. No entanto, poucos conseguiram realizar estes sonhos. Não vou entrar no mérito do porque. Mas vou te contar um segredo: VOCÊ AINDA PODE SER O QUE VOCÊ QUISER. Independente se tem 18, 30, 40 ou 60 anos.

Sabe como?

Vivendo uma vida criativa.

Viver uma vida criativa é usar a imaginação a seu favor. É se livrar dos bloqueios que nos foram impostos ou que nós mesmos criamos. É poder ser o que você quiser.

Você pode ter uma profissão que não tenha nada a ver com o que você queria ser quando era criança. Mas nada te impede de se envolver em alguma atividade extra que tenha alguma ligação com seus sonhos de infância.

O executivo que queria ser ator, pode se matricular em um curso de teatro, aprender algumas técnicas aos sábados, participar de uma peça amadora e se divertir com isso, sem o peso de que esta atividade seja o seu prato de comida.

A dentista que queria ser bailarina, pode frequentar aulas de ballet à noite duas vezes por semana, vivenciar este ambiente, ouvir a música, sentir seus músculos trabalhando nos movimentos e se imaginar voltando de um grande espetáculo no carro, no caminho de casa.

O estudante que se encantava com o circo quando criança, pode fazer aulas de circo e se divertir muito sendo o malabarista ou o palhaço. 

Eu sou um escritor best seller com meu livro, o jornalista de artigos impactantes quando escrevo e posto nas mídias. Sou o Michael Phelps treinando na aula de natação do sábado de manhã. O Rafael Nadal aprimorando a técnica na aula de tênis. Sou um diretor de TV, ator, apresentador e criador de conteúdo ao fazer os vídeos do meu canal do Youtube.

São poucas horas da minha semana. Poucas mas suficientes para que eu seja feliz. Para que eu seja o que eu quiser ser. Para que eu viva uma vida criativa.

Não ignore a sua imaginação. Não deixe que a criança que você ainda é, morra. E não use a falta de tempo como desculpa.

Se você não tem tempo para viver, você já morreu.

“Cresça” com saúde.

Abraços do Brasil

João Carlos Porfírio

João Carlos Profírio assina Remédio para Cre(s)cer