Joker.

A alma de um filme que retrata todo um lado obscuro da humanidade. o mesmo lado que a mesma humanidade tantas vezes nega existir. mas existe. E o Joker é apenas o resultado, entre tantos, dessa realidade. 

Com uma notável interpretação de Joaquin Phoenix, Joker é um filme que perturba pelo espelho que mostra ser. O espelho das nossas revoltas, dos nossos ódios, dos nossos medos, da característica mais ligada à humanidade: a Loucura. 

Loucura que nos arrebata para uma sinistra realidade de um homem com problemas, de identidade, de afirmação, relacionais e em puro delírio com a vida.

Todd Phillips consegue um filme negro, mas envolvido num jogo de cores estranhas, como se uma psicadélica de cores inundasse o mais profundo negrume da loucura humana. 

Não vale a pena comparar interpretações entre o Joker de Heath Ledger e este de Joaquin Phoenix. São filmes diferentes, perspetivas diferentes e sinto que mensagens completamente diferentes. Nolan quer trazer um super-herói para a realidade, Todd quer um Joker louco e parte de uma sociedade real, pouco ficcionada.

E com uma cena final que traz à memória esse ícone do cinema, Taxi Driver, de facto este filme é um jogo de emoções, frieza e crueldade.

Este filme ajuda a perceber que muitos Jokers existem no mundo, que muitas razões existem para eles poderem despertar como tal e o mundo continua de olhos fechados ao surgir deles.

Joker é uma sinfonia de loucura. E estupidamente bem feita.