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Regresso do Vinil

Com a crescente procura, os discos de vinil regressaram ao mercado e, principalmente, à moda – não é à toa que no ano anterior se venderam mais vinis do que cd’s, em Portugal.
Para dar resposta a este aumento de procura do vinil, as marcas de audio responderam de imediato, colocando no mercado um vastíssimo número de produtos , adaptáveis a todas as carteiras.
Vou deixar alguns exemplos de gira discos que farão as delícias dos apreciadores do “velhinho” vinil.
Assim, e para que ninguém fique de fora, a alemã Pro – Ject lançou o multipremiado Elemental, que se encontra à venda em imensos locais, Fnac, Worten etc., com um custo que ronda os 150/200 euros.
Se pretende um produto já com maior qualidade , a inglesa Rega, disponibiliza o sua gama Planar que está disponivel a partir de 250 euros, dependendo da exigência de cada um.
Como nos anos 90 o vinil caiu em desuso, muitos dos fabricantes de audio, deixaram de incorporar nos seus produtos uma entrada phono.
Esta lacuna foi por isso aproveitada pelos fabricantes de gira discos e outros, para criarem um produto que fosse ligado a uma fonte Aux, presente em todos esses amplificadores, e assim oferecer aos consumidores de vinil uma alternativa dedicada.
Assim e para os leitores que tenham um amplificador nesta situação, tem a oportunidade de adquirir uma fonte independente de phono, por exemplo da Nad , o PP2 , 100 euros , ou da Rega , o Fono MM ou MC, dependendo da agulha que se utilize, por valores que rondam os 250 euros.
Espero que este artigo possa contribuir para que todos mantenham a sua paixão pelo fantástico vinil.

NAD PP-2
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The show must go on…

Voltar a ver Freddy Mercury, através de Ramy Malek, no grande ecrã foi um momento mágico. “It´s a Kind of Magic” de alguém que marcou uma história, na música, na irreverência e na vontade de se expressar através do seu sonho de ser musico.

Li algumas criticas mais duras ao filme. Mas não é delas que quero falar, até porque este é um daqueles filmes que cada vai olhar para ele de forma diferente. Em especial aqueles que viveram esta época, que ouvem Queen e que sentem os Queen. Eu sou um deles. Tinha quase todos os vinys e cantava musicas como “Love of my life” ou “Who wants to live forever”, ” We will Rock You” ou “Radio Ga Ga”, entre tantas outras…e soletrava cada letra, cantava sózinho pelo corredor de casa…enfim, um adolescente que viveu os Queen, que admirava a voz de Freddy Mercury. E que ficou triste pela sua morte, precoce e a dar inicio aos fantasmas de uma doença letal que foi varrendo algumas figuras miticas da minha geração. 

Mas uma morte que foi dando lugar a inúmeros rumores sobre a vida de Freddy Mercury, que foram apagando silenciosamente o fenómeno genial como musico e compositor. Passadas várias decadas desde a sua morte, este filme traz acima de tudo, uma homenagem justissíma a uma lenda da musica. Como ele queria ser recordado. Como uma lenda, e não como uma mera vitima de SIDA ou pelas suas opções sexuais. Tudo o que saía da musica pertence ao seu elo extritamente privado.

Fiquei contente, como amante da música dos Queen, que o reconhecimento chegue pelo grande ecrã.

E fica a voz inconfundível de alguém que nasceu para mudar o rumo da musica no mundo, e nas gerações.

You Are the Champion.
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Ouvir música em casa é outra coisa.

Ouvir musica em casa é outra coisa!

Hoje em dia, com a evolução própria do século XXI, já quase não paramos para ouvir musica em casa.
O que antes na nossa juventude era tão raro como ter um rádio, um leitor de cassetes ou um giradiscos dos nossos pais, tornou-se hoje obsoleto e a música passou a ser apenas uma distração no carro ou no trabalho.
O fator emocional já não conta, foi claramente substituido pelo consumo digital, fácil e geralmente distante de afeto.
Adquirir um sistema com amplificadores, gira discos, CD’s ou streamers e colunas, quando bem escolhidos, podem ser uma enorme fonte de prazer.
É claro que como em tudo na vida as nossas carteiras e as mulheres atuam como juízes, sendo que as últimas capricham pelo fator estetico, que para elas se torna mais importante que tudo o resto. Mas já não não é preciso perder o sono para se adquirir um sitema de 3 peças de audio e uns cabos para que voltemos a apaziguarmo-nos com o gosto de ouvir musica.
Em breve, deixarei opções que certamente irão alegrar os que gostam de ouvir boa musica.
Em baixo, segue uma coletânea adequada para um serão de castanhas e jeropiga!

Jack Savoretti. -Dr Frankenstein
22- Gavin James
Mountains – Emilie Sandé
Better – Declan J Donovan
City of Stars. – Ryan Gosling …
Minimal sounds. Rita Redshoes
Rise Up. – Andra Day
One – Damien Rice
Os Peixinhos. – Tribalistas
Homenagem aos Tribalistas que visitarão o nosso país.
Porto dia 23 Outubro, lá estarei!!
Quiet one – Big litltle lions
Small window. – Luluc
No need to stay. – Sample anwser
Apocalypse – Cigarretes After Sex
Feel you – old see brigade

Um Abraço.

 

Foto:  retirada do site de um dos melhores críticos de audio em Portugal,
Hificlube.pt
Este sistema é made in Itália, composto por amplificador e leitor de cd da Audio Analogue , acolitado pelas belas italianas da Sonus Faber.
Boa musica sem loucuras.
Estas e outras peças encontram na Imacustica, com lojas em Lisboa e Porto.
Imacustica.pt

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Existem sitios…e existem Aqueles Sítios. Forte Santa Catarina

Existem sitios que gostamos e que até voltamos algumas vezes…mas depois existem aqueles sítios dos quais fazemos visita regular.

Qual a diferença entre uns e outros? A forma como somos recebidos, como nos sentimos reconfortados pelo lugar, pelo que ele nos oferece e como nos oferece.

O Restaurante do Forte de Santa Catarina é um desses Sitios. Desde a qualidade da comida , até à decoração e ao atendimento personalizado, é um espaço onde vou e quero ficar. 

Tem a melhor esplanada da Figueira da Foz. Se não conhece, então ainda não esteve no melhor lugar da cidade para ver de facto o mar, o rio, o enquadramento de sinergias que nos espantam a alma e nos enriquecem os sentidos.

O Pôr do sol tem um encanto particular. Não consegues ficar ausente desse momento único na esplanada principal do restaurante.

E neste ultimo sábado, os promotores do projecto, irmãos de nome Rui e Pedro, organizaram um “adeus” ao Verão de 2018. E foi uma festa única na cidade. Uma festa com musica dos anos 80 e 90. 

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Acreditem que regressei a um passado longínquo e repleto de memórias das festas de garagem, musicas de perder as estribeiras, outras de encostar a ganga às pernas da vizinha ou mesmo de saltarmos como simples miúdos.

E foi ver gente de idades bem distintas, sem preconceitos ou preceitos mais rígidos, a socializarem, a partilharem danças e passos de dança e a conviverem num espaço que merece uma atenção diferente e audaz.

E foram audazes, o Rui e o Pedro. Mas quem quer ser diferente tem de o ser. Não basta parecer, há que o ser. Assim foi e será, pelas ideias e projectos que se avizinham.

E mesmo que haja as eternas vozes discordantes, quais Velhos de um Restelo abandonado, por falarmos de um local do Estado e histórico… pois bem, eu sempre pergunto porque é que os vemos sempre no meio das multidões que desfrutam desses locais? Porque, lá no fundo, também reconhecem que quando bem feito, estes espaços conseguem finalmente sobreviver e viver fora do esquecimento…Porque a Historia é mais do que uma ideia, é um legado a ser desfrutado com empreendedorismo e audácia…e respeito pelo seu passado.

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Mas termino deixando a boa noticia que voltaremos ao Forte de Santa Catarina, para um podcast com o Rui e o Pedro, esses bons irmãos com uma mão cheia de boas ideias. A Não Perder.

E vão, conheçam e apreciem…e digam alguma coisa….por aqui queremos saber sempre a vossa opinião…

Partilhem o artigo e partilhem a ideia.

be Et(h)er, be T(h)ere.

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u2

Os U2 voltam a Portugal, treze anos depois da ultima vez em Lisboa.

Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen, Jr, voltam à cidade onde já muitas vezes foram felizes.

Recordo concertos como Zoo Tv Tour ou a Popmart Tour e por último a Vertigo Tour, já no novo Estádio José de Alvalade a 14 de Agosto de 2005. Mas ainda antes deste regresso a Lisboa, os U2 tocaram em Coimbra, a 2 e 3 de Outubro de 2010.

O inico desta banda da era do post-punk, deu-se em 1976, quando em Dublin, Larry Mullen, Jr, colocou um aviso no boletim da Escola, questionando quem desejava, dos colegas músicos, formar uma banda. Bono, The Edge, Adam Clayton e Dick Evans responderam e os primeiros trabalhos passaram por covers dos Beatles e dos Stones, e a banda chamou-se Feedback. Mas alteraram o nome, quando em 1977, pouco depois de Dick Evans deixar a banda (para formar os The Virgin Prunes), agora sim para U2.

Na história da banda irlandesa, a nível musical, eu escolho 3 álbuns memoráveis na carreira inconfundível dos U2,

  1. The Unforgettable Fire (1984), co-produzido por Brian Eno e Daniel Lanois, que trouxe ao álbum um ambiente experimentalista e onde um “(Pride) In The Name of Love” trazia já agregado uma motivação mais activista da banda (que começara já no passado com “Sunday Bloody Sunday),  foi um tributo a Martin Luther King, Jr. Este álbum entrou para número um nas tabelas inglesas e alcançou o número 12 de vendas nos U.S. A banda conseguiu suportar o álbum com uma tour internacional, de onde lançaram o EP ao vivo “Wide Awake in America” em 1985;
  2. The Joshua Tree (1987), foi considerado por muitos críticos, como uma obra prima. Com este álbum, os U2 conseguiram terem o terceiro álbum a entrar como número um no UK, e o seu primeiro álbum a atingir o topo da tabela nos U.S. Mas o grande recorde foi que em Inglaterra, conseguiu atingir Platina em apenas 28 horas. Músicas como “With our Without you” e “I Still Haven´t Found What I´m looking for”, criaram um legado na vida dos U2, que com este álbum e com uma Tour internacional que foi o maior sucesso de 1987, mereceram serem capas de revistas reconhecidas como a Time. E a partir deste álbum os U2 decidiram fazer um documentário sobre a sua Tour nos EUA, gravando mesmo material novo ao longo da mesma, de onde resultaria outro álbum de qualidade “Rattle&Hum”, que mereceu várias críticas, e que após o mesmo, os U2 fizeram um longo hiato,
  3. Achtung Baby (1990), novamente com Brian Eno e Daniel Lanois,. Foi uma reinvenção de sucesso da sonoridade original da banda. Mas entraram com este álbum numa fase mais eletrónica e de dança, que foi inspirada pela fase dos 70`s de David Bowie e do cenário de Manchester, Achtung Baby foi mais eclético e aventureiro do que os últimos álbuns da banda. Deste trabalho saíram músicas notáveis como “Mysterious Ways” e o único “One”.

Agora que regressam a Portugal com um novo trabalho, os U2 trazem mais de 40 anos de trabalho. Falamos de uma das principais bandas mundiais e que tem deixado um legado de música e concertos por estes anos fora.

Vamos ver qual o feedback dos dois concertos no Altice Arena, esperando sinceramente que o som do local não deixe ficar mal a sonoridade dos U2.

A ver vamos.

E para vocês, qual o melhor álbum dos U2?

Apresentem as vossas respostas.