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Ver um filme através de um livro, pelo Et(h)eriano Rui Azeredo

Sempre gostei de ler um livro e depois ver o respetivo filme, quando o há. Agrada-me comparar o que visualizei ao longo da leitura com a visualização formada pelo realizador e pela sua equipa. Quase nunca bate certo e eu fico invariavelmente a perder na comparação, mas é um exercício divertido. E, depois, há os raros momentos de glória que me levam a pensar: «Foi mesmo assim que eu imaginei a cena!»
Houve, no entanto, um caso em que ler o livro foi mesmo a minha única opção. E.T. – O Extraterrestre, de Steven Spielberg, estreou em Portugal em dezembro de 1982 numa altura em que, por motivos de saúde, fiquei uns meses acamado. Fascinado com filmes como Encontros Imediatos do 3.º Grau ou Os Salteadores da Arca Perdida, uma nova obra de Spielberg só por si já seria o suficiente para me deixar desesperado. Mas, com a agravante de abordar um tema que me era querido (ETs amigos) a ansiedade redobrou. Na primária até ganhei um prémio de BD com uma história de aliens que chegam em paz à Terra, mas diga-se que terá sido mais pelo argumento do que pelos desenhos.
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Como à época os filmes demoravam o seu tempo a cruzar o Atlântico (E.T. estreou em junho de 1982 nos EUA), muito se foi escrevendo por cá sobre Elliot e o seu amigo de outro mundo. Li, recortei e guardei tudo o que pude e fui formando o filme na minha cabeça, sem saber se daí a uns meses ainda o apanharia nos cinemas. Depois, socorri-me da melhor ferramenta possível para conhecer a história do E.T. A adaptação literária do filme, editada na saudosa coleção de livros bolso da Europa-América dedicada à ficção científica. É o número 44, logo a seguir a Blade Runner e antes de Batalha no Espaço – Os Jovens Guerreiros, para quem não sabe, a Galáctica original. E li o livro, que sendo uma adaptação direta do filme era fiel ao mesmo. Socorrendo-me das fotos já conhecidas, montei o filme na minha mente. E li o livro outra vez, pois sobrava-me o tempo e faltava-me a sala de cinema.
O escritor norte-americano William Kotzwinkle, que hoje se dedica essencialmente à literatura infantil, sem ser publicado em Portugal, foi o meu herói da altura, o meu escritor preferido, pois deu-me a possibilidade de «ver» o filme que eu tanto queria ver e que não sabia se algum dia o veria – talvez num futuro distante num dos dois canais de televisão que havia à época. Em 1982 não tínhamos a garantia de um dia podermos ver um filme perdido, pois os videoclubes e as cassetes de vídeo eram à data algo ainda distante de um comum português. Até hoje, naturalmente, já vi o filme várias vezes em vídeo, e até na versão dobrada em português. Mas, na altura, isso era algo tão distante como assistir ao vivo a uma corrida de Fórmula 1 ou um dia vir a ser jornalista ou andar de avião.
Semanas a passar, formando meses, eu em casa, o E. T. ainda nas salas de cinema. Na época o tempo de vida de um filme nas salas era bem maior, mas se saísse de exibição a minha única esperança seria uma matinée de domingo na sociedade recreativa local, com uma fita gasta cheia de cortes devido ao uso constante. Foi assim, aliás, que vi pela primeira vez no cinema um filme de 007, no caso Moonraker – Aventura no Espaço, numa sala mal escurecida, em cadeiras duras, num piso sem inclinação e com excelente vista para as cabeças da frente, tudo envolto numa cortina de fumo de tabaco.
Mas não foi preciso chegar a esse ponto. Assim que regressei ao ativo, algo que tratei de fazer quase de imediato foi rumar ao agora encerrado cinema Berna, em Lisboa, sozinho, porque tinha a impressão de que eu seria a única pessoa que conhecia que ainda não tinha visto o filme.
E se valeu a pena! Ainda hoje E.T. é o filme da minha vida e, diga-se, era exatamente como eu o imaginara com o recurso ao livro, enriquecido pelos meus recortes. Por isso, nunca esquecerei E.T. – O Extraterrestre, de Kotzwinkle, um dos livros da minha vida. Não é, visto ao fim de todos estes anos, a pérola literária que me pareceu na inocência da adolescência, mas ajudou-me a imaginar algo que eu temia não poder alcançar, levou-me lá, e é para isso mesmo que serve um livro, ou não é?

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A Forma da Água (e do Amor)


A forma da água. Talvez mesmo, a forma do amor.
Muitos foram os que tem cantado, ao longo dos séculos, o verdadeiro amor incondicional. Aquele que supera todas as barreiras, as culturas, a comunicação, a forma. Sim, a forma.
Neste filme cheio de uma beleza muito própria, Guillermo Del Toro traz-nos a luz no meio da escuridão. A forma de o fazer é ligar um ser sobrenaturalmente único, um aquamen, com uma mulher de limpezas muda. Uma mulher sozinha no amor, carente e marcada. Um ser aquático visto por uns como uma aberração da natureza, e por outros como uma ligação divina. Elisa Esposito ( boa interpretação de Sally Hawkins) apaixona-se por um anfíbio capturado na América do Sul, por um ex-militar dominado pela loucura e sequioso por matar o ser que lhe roubou dois dedos. Num ambiente da Guerra Fria, um suposto “Deus” aquático é o centro de duas narrativas, ambas dominadas pela forma. A forma como Elisa descobre na diferença dos universos, uma comunicação de paixão, de amor sem barreiras e de liberdade. A forma como ambos os inimigos (americanos e russos) são conduzidos pela vontade de aniquilarem aquele que poderia ser uma arma, mas rapidamente se torna numa ameaça. E outra forma de amor. A do amor pela ciência, pela descoberta de novos mundos, novas paixões, através de um cientista que abdica da sua posição de espião, para mover esforços em defesa do anfíbio.

Guillermo del Toro já nos habituou a mundos estranhos, diferentes, mas não muito longe dos nossos mais profundos sonhos de menino. Desde o Labirinto do Fauno que explora universos surrealistas para abordar temas tão belos e tão misteriosos. A Forma da Água é uma simples história de amor. Mas é uma bela sinfonia de quando se ama sem nenhuma condição, se consegue ver para lá do que os que olhos, neste caso a fala, alcança. Exemplo disso é uma das cenas de amor mais belas que já assisti no cinema. Um mergulhar nos sentidos, nos corpos que dançam e respiram o desejo de se tocarem. Beleza pura.

Excelente banda sonora.
Excelente ambiente.
Filme de excelência.

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Retribution pelo et(h)eriano Rui Sousa

Lançada originalmente em 2016 com o título “One of us”, esta mini série britânica de 4 episódios foi recentemente relançada na Netflix com o título “Retribution”.
Uma história rodeada de mistério sobre o assassinato de um jovem casal, cujas famílias são amigas há muitos anos, e vizinhas numa grande propriedade rural na Escócia.
No dia do homicidio, o criminoso vai ter com as famílias das vítimas numa brutal noite de tempestade e tem um acidente de carro já na propriedade deles, ficando inconsciente. Estes ao ouvirem os sons do despiste, rapidamente deslocam-se ao local e transportam este indivíduo para uma das casas. Ao revistarem-no ficam em choque ao saberem que estão perante o responsável pelo crime.
Já que naquele momento ele não está acordado para responder a perguntas, mesmo assim tratam as suas feridas e resolvem prendê-lo durante a noite para depois o questionarem. Porém, no dia seguinte quando se juntam todos para ir falar com ele, acabam por descobrir que está morto. Mas como? As feridas não eram assim tão graves.
Como as duas famílias são as únicas que habitam aquele espaço rural e mais ninguém se pode ter aproximado da propriedade devido às más condições climatéricas que os deixaram isolados, isso quer dizer que um deles é o responsável pelo homicídio deste homem. Qualquer um tinha motivo para o fazer.
Para evitar perguntas por parte das autoridades, que entretanto aparecem para os por a par da investigação, este grupo resolve esconder o corpo e o carro enquanto pensam no que fazer.
A partir deste momento inicia-se o mistério. O suspeito pode ser qualquer um e existem perguntas por responder: Porque foi cometido o crime? Quem era este homem? O que pretendia? Quem o matou? Porque se dirigiu para ali?
Devido ao número reduzido de episódios, a história desenvolve-se a bom ritmo (para uma série britânica) e irá revelar algumas surpresas.
Tentem resolver este mistério.

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Contratiempo, pelo et(h)eriano Rui Sousa

Este filme espanhol de 2016, que está no catálogo da Netflix Portugal, mostra bem como a vida pode-se alterar em poucos minutos e como um cidadão comum pode ver-se transformado num criminoso.
Quando tudo começa, vemos Adrián Doria (interpretado por Mario Casas) acorda num quarto de hotel ao lado de um corpo inanimado de uma mulher. Ao constatar que está morta, agentes da polícia entram de rompante e prendem-no por homicídio.
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A história avança no tempo para outro quarto noutro edifício, quando o vemos a falar com uma advogada especialista neste tipo de situações de seu nome Virginia Goodman (Ana Wagener)  e esta informa-o que daqui a pouco a polícia virá buscá-lo e que por isso é melhor ele dizer exactamente o que aconteceu para que a sua defesa possa ser bem preparada.Pressionado pela contagem decrescente, Adrián começa então a falar.
Recuamos no tempo e ficamos a saber que se trata de um jovem empresário de sucesso que se encontra numa escapadela romântica com a amante Laura Vidal (Bárbara Lennie), enquanto a sua mulher pensa que ele está numa viagem de negócios em Paris.
Ao terminar este encontro, os dois entram no mesmo carro para se embora e cada um ir para sua casa. E é aí que a desgraça acontece. Durante o percurso, Adrián escolhe ir por um atalho, e como já sabemos pela sabedoria popular “quem se mete por atalhos, mete-se em trabalhos”. E esse ditado não se podia aplicar melhor aqui pois quando um animal se atravessa na estrada, o carro rapidamente faz um “pião” para evitá-lo o que se vai causar um embate com um carro que vinha no sentido contrário.
Após alguns momentos de pânico, rapidamente constatam que estão bem e resolvem sair do veículo para verificarem o estado do outro motorista. Infelizmente para ambos, constatam que este está morto.
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A partir daqui as suas vidas mudam radicalmente. Não era suposto estarem ali e tiveram um acidente que causou a morte a uma pessoa. E agora, que fazer? Enquanto pensam nisto, passa outro condutor no local e ao ver dois carros acidentados pergunta se está tudo bem. Rapidamente conseguem convencer o homem que estão bem e ainda o convencem que cada um deles ia no seu carro e que vão resolver tudo de forma amigável.
O outro condutor parte, eles resolvem encobrir a situação atirando o carro para um lago para ocultar tudo e regressam às respectivas casas, cada um à sua vida.
Claro que nestas coisas, não há crimes perfeitos e acaba-se por saber que o condutor morto está dado como desaparecido pelos pais. Rapidamente inicia-se uma investigação que vai por os nervos deste casal à prova e testar as capacidades da advogada para tentar dar a volta á situação com base na informação que recebe. A história irá avançar e recuar no tempo para nós espectadores termos uma melhor compreensão dos factos.
Não vou adiantar mais pormenores para não correr o risco de “spoilers”, mas posso garantir que vai haver surpresas.
À medida que tudo se desenrola, vamos aprendendo melhor a situação, compreendendo assim melhor o que aconteceu enquanto novos personagens vão sendo acrescentados.
Este é um thriller empolgante que nos surpreende. Uma história muito bem contada e interpretada.
Irá o crime compensar? É ver, para saber…
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Oscares

    • A Forma da Água
      A Forma da Água
      Guillermo del Toro
    • A Hora Mais Negra
      A Hora Mais Negra
      Joe Wright
    • Chama-me Pelo Teu Nome
      Chama-me Pelo Teu Nome
      Luca Guadagnino
    • Dunkirk
      Dunkirk
      Christopher Nolan
    • Foge
      Foge
      Jordan Peele
    • Lady Bird
      Lady Bird
      Greta Gerwig
    • Linha Fantasma
      Linha Fantasma
      Paul Thomas Anderson
    • The Post
      The Post
      Steven Spielberg
    • Três Cartazes à Beira da Estrada
      Três Cartazes à Beira da Estrada
      Martin Mcdonagh
  • Melhor Realização

    • Dunkirk
      Christopher Nolan
      Dunkirk
    • Lady Bird
      Greta Gerwig
      Lady Bird
    • A Forma da Água
      Guillermo del Toro
      A Forma da Água
    • Foge
      Jordan Peele
      Foge
    • Linha Fantasma
      Paul Thomas Anderson
      Linha Fantasma
  • Melhor Ator

    • Linha Fantasma
      Daniel Day-Lewis
      Linha Fantasma
    • Foge
      Daniel Kaluuya
      Foge
    • Roman Israel, Esq.
      Denzel Washington
      Roman Israel, Esq.
    • A Hora Mais Negra
      Gary Oldman
      A Hora Mais Negra
    • Chama-me Pelo Teu Nome
      Timothée Chalamet
      Chama-me Pelo Teu Nome
  • Melhor Atriz

    • Três Cartazes à Beira da Estrada
      Frances McDormand
      Três Cartazes à Beira da Estrada
    • Eu, Tonya
      Margot Robbie
      Eu, Tonya
    • The Post
      Meryl Streep
      The Post
    • A Forma da Água
      Sally Hawkins
      A Forma da Água
    • Lady Bird
      Saoirse Ronan
      Lady Bird
  • Melhor Ator Secundário

    • Todo o Dinheiro do Mundo
      Christopher Plummer
      Todo o Dinheiro do Mundo
    • A Forma da Água
      Richard Jenkins
      A Forma da Água
    • Três Cartazes à Beira da Estrada
      Sam Rockwell
      Três Cartazes à Beira da Estrada
    • The Florida Project
      Willem Dafoe
      The Florida Project
    • Três Cartazes à Beira da Estrada
      Woody Harrelson
      Três Cartazes à Beira da Estrada
  • Melhor Atriz Secundária

    • Eu, Tonya
      Allison Janney
      Eu, Tonya
    • Lady Bird
      Laurie Metcalf
      Lady Bird
    • Linha Fantasma
      Lesley Manville
      Linha Fantasma
    • Mudbound - As Lamas do Mississípi
      Mary J. Blige
      Mudbound – As Lamas do Mississípi
    • A Forma da Água
      Octavia Spencer
      A Forma da Água
  • Melhor Filme de Animação

    • A Paixão de Van Gogh
      A Paixão de Van Gogh
    • Coco
      Coco
    • Ferdinando
      Ferdinando
    • The Boss Baby
      The Boss Baby
    • The Breadwinner
      The Breadwinner
  • Melhor Documentário (Longa-Metragem)

    • Abacus: Small Enough to Jail
      Abacus: Small Enough to Jail
    • Icarus
      Icarus
    • Last Men in Aleppo
      Last Men in Aleppo
    • Olhares Lugares
      Olhares Lugares
    • Strong Island
      Strong Island
  • Melhor Filme Estrangeiro

    • Corpo e Alma
      Corpo e Alma
      Hungria
    • Loveless - Sem Amor
      Loveless – Sem Amor
      Rússia
    • O Quadrado
      O Quadrado
      Suécia
    • The Insult
      The Insult
      Líbano
    • Uma Mulher Fantástica
      Uma Mulher Fantástica
      Chile
  • Melhor Argumento Original

    • A Forma da Água
      A Forma da Água
    • Amor de Improviso
      Amor de Improviso
    • Foge
      Foge
    • Lady Bird
      Lady Bird
    • Três Cartazes à Beira da Estrada
      Três Cartazes à Beira da Estrada
  • Melhor Argumento Adaptado

    • Chama-me Pelo Teu Nome
      Chama-me Pelo Teu Nome
    • Jogo da Alta-Roda
      Jogo da Alta-Roda
    • Logan
      Logan
    • Mudbound - As Lamas do Mississípi
      Mudbound – As Lamas do Mississípi
    • Um Desastre de Artista
      Um Desastre de Artista
  • Melhor Caracterização

    • A Hora Mais Negra
      A Hora Mais Negra
    • Vitória e Abdul
      Vitória e Abdul
    • Wonder - Encantador
      Wonder – Encantador
  • Melhor Guarda-Roupa

    • A Bela e o Monstro
      A Bela e o Monstro
    • A Forma da Água
      A Forma da Água
    • A Hora Mais Negra
      A Hora Mais Negra
    • Linha Fantasma
      Linha Fantasma
    • Vitória e Abdul
      Vitória e Abdul
  • Melhor Fotografia

    • A Forma da Água
      A Forma da Água
    • A Hora Mais Negra
      A Hora Mais Negra
    • Blade Runner 2049
      Blade Runner 2049
    • Dunkirk
      Dunkirk
    • Mudbound - As Lamas do Mississípi
      Mudbound – As Lamas do Mississípi
  • Melhor Montagem

    • A Forma da Água
      A Forma da Água
    • Baby Driver: Alta Velocidade
      Baby Driver: Alta Velocidade
    • Dunkirk
      Dunkirk
    • Eu, Tonya
      Eu, Tonya
    • Três Cartazes à Beira da Estrada
      Três Cartazes à Beira da Estrada
  • Melhor Banda Sonora

    • A Forma da Água
      A Forma da Água
    • Dunkirk
      Dunkirk
    • Linha Fantasma
      Linha Fantasma
    • Star Wars: Os Últimos Jedi
      Star Wars: Os Últimos Jedi
    • Três Cartazes à Beira da Estrada
      Três Cartazes à Beira da Estrada
  • Melhor Canção Original

    • Chama-me Pelo Teu Nome
      Chama-me Pelo Teu Nome
      “Mystery of Love”
    • Coco
      Coco
      ” Remember Me “
    • Marshall
      Marshall
      “Stand up for something
    • Mudbound - As Lamas do Mississípi
      Mudbound – As Lamas do Mississípi
      “Mighty River”
    • O Grande Showman
      O Grande Showman
      “This Is Me”
  • Melhores Efeitos Visuais

    • Blade Runner 2049
      Blade Runner 2049
    • Guardiões da Galáxia Vol. 2
      Guardiões da Galáxia Vol. 2
    • Kong: Ilha da Caveira
      Kong: Ilha da Caveira
    • Planeta dos Macacos: A Guerra
      Planeta dos Macacos: A Guerra
    • Star Wars: Os Últimos Jedi
      Star Wars: Os Últimos Jedi
  • Melhores Efeitos Sonoros

    • A Forma da Água
      A Forma da Água
    • Baby Driver: Alta Velocidade
      Baby Driver: Alta Velocidade
    • Blade Runner 2049
      Blade Runner 2049
    • Dunkirk
      Dunkirk
    • Star Wars: Os Últimos Jedi
      Star Wars: Os Últimos Jedi
  • Melhor Mistura de Som

    • A Forma da Água
      A Forma da Água
    • Baby Driver: Alta Velocidade
      Baby Driver: Alta Velocidade
    • Blade Runner 2049
      Blade Runner 2049
    • Dunkirk
      Dunkirk
    • Star Wars: Os Últimos Jedi
      Star Wars: Os Últimos Jedi
  • Melhor Direção Artística

    • A Bela e o Monstro
      A Bela e o Monstro
    • A Forma da Água
      A Forma da Água
    • A Hora Mais Negra
      A Hora Mais Negra
    • Blade Runner 2049
      Blade Runner 2049
    • Dunkirk
      Dunkirk
  • Melhor Curta-Metragem de Animação

    • Dear Basketball
    • Garden Party
    • Lou
    • Negative Space
    • Revolting Rhymes
  • Melhor Curta-Metragem de Imagem Real

    • DeKalb Elementary
    • My Nephew Emmett
    • The Eleven O’Clock
    • The Silent Child
    • Watu Wote (All of Us)
  • Melhor Documentário (Curta-Metragem)

    • Edith+Eddie
    • Heaven Is a Traffic Jam on the 405
    • Heroin(e)
    • Knife Skills
    • Traffic Stop
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O Fim do Mundo pelo et(h)eriano Rui Sousa

Fãs dos filmes catástrofe, agarrem-se às vossas cadeiras e entrem nesta aventura alucinante contra o tempo, enquanto nos preparamos para o impacto de um asteroide de grandes dimensões contra o nosso planeta. E o pior é que não temos o Bruce Willis para nos safar.
Esta referência vem a propósito do blockbuster “Armageddon” com um cenário apocalíptico semelhante, mas sem conspirações governamentais que estão bem presentes nesta série da netflix.
Tudo começa quando um estudante do M.I.T desempenhado pelo jovem actor Charlie Rowe, faz uma descoberta, que partilha com um bilionário da tecnologia interpretado por Santiago Cabrera (que participou no último filme da saga “Transformers”, na série “Big Little Lies” e “The Mindy Project” para referir alguns exemplos): Dentro de 6 meses, um asteróide vai colidir com a Terra causando o exterminio global.
Enquanto tentam pensar numa maneira de impedir esta catástrofe, resolvem alertar algumas pessoas dentro do governo para tentarem trabalhar em conjunto. Mal sabiam eles que isso iria ser o início de uma batalha com suspeitas, traições, conspirações e lutas pelo poder.
Mesmo assim vão juntando alguns aliados nesta caminhada, tal como a secretária de imprensa do pentágono, a actriz Jennifer Finnigan (da série “Tyrant” – recomendo) e o secretário adjunto da Defesa interpretado por Ian Anthony Dale (que costuma aparecer na série “Hawai Força Especial” excelente série de acção).
Com o tempo contra nós a hipótese de mandar uns mísseis para rebentar com o asteróide está fora de questão, pois isso iria agravar o problema ao produzir vários fragmentos que iriam resultar em múltiplos impactos. Por isso, há que pensar criativamente tentando alterar a sua trajectória.
Cada episódio é mais um obstáculo no que deveria ser um caminho fácil no sentido em que é do interesse de todos que este problema seja resolvido o mais rapidamente possível.
E como se não bastasse tentar desviar um objecto de grandes dimensões, ainda têm que conceber um plano “B” caso o desastre seja inevitável.
O ritmo é bom, temos situações de “suspense” de episódio para episódio, o que nos leva a assim que terminamos um, queiramos ver logo o seguinte.
Os fãs deste género de histórias irão certamente gostar e mesmo que não seja um tema do vosso agrado, esta história bem conseguida irá perder a vossa atenção, sem dúvida.
E se precisarem de mais um motivo para ver esta série, o produtor executivo é um tal de Peter M. Lenkov, responsável por êxitos televisivos como: Hawai Força Especial, MacGyver (o remake), CSI Nova Iorque e 24, para referir alguns.
Vejam esta empolgante história, antes que o Mundo acabe.
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La casa de Papel. pelo et(h)eriano Rui Sousa

Série criada por Álex Pina para a Antena 3 espanhola, estreou em 2 de maio de 2017 e só recentemente foi adicionada ao catálogo da “Netflix” Portugal.

Esta série espanhola acompanha um grupo de assaltantes, cada um com capacidades específicas, naquele que poderá ser o maior roubo em Espanha na casa da moeda.

Neste grupo particular cada assaltante irá apenas ser conhecido pelo nome de uma cidade:

Tóquio – interpretado pela actriz Úrsula Corberó, Moscovo – por Paco Tous, Berlim –  por Pedro Alonso, Nairobi – por Alba Flores, Rio – por Miguel Herrán, Denver – por Jaime Lorente e Helsínquia por Darko Peric.

Todos irão ser orientados e ensinados durante meses por um indivíduo que se auto intitula de “O professor” (interpretado pelo actor Álvaro Morte), num plano elaborado e complexo em que não só planeiam este golpe mas também tentam prever com sucesso todas as “jogadas” que as forças da autoridade irão fazer para tentar impedi-los.

Nada é deixado ao acaso inclusive a data escolhida para que possam ter um grande número de reféns à sua disposição, alguns que irão ter protagonismo na história, e dificultar as manobras da policia. Tudo é meticulosamente pensado e todos os pormenores são importantes.

Do outro lado desta situação, e a representar a lei, encontramos uma inspectora interpretada pela actriz Itziar Ituño, que enfrenta problemas pessoais e profissionais, o que lhe dá mais determinação para travar este grupo tentando descobrir quem são, o que (realmente) pretendem, impedi-los de fugir, ao mesmo tempo que tem que lidar com o “professor” que noutro local distante de toda a acção, tenta lançar o caos e confundir toda a gente.

Esta série está bem conseguida, os episódios vão tendo ritmo q.b. e os actores são credíveis nos seus papéis.

À medida que a história avança somos tentados a “torcer” pelos dois lados em alturas diferentes. Vamos ficando a conhecer melhor os motivos pessoais de cada um, como o golpe está a decorrer e como planeiam escapar. Nem tudo irá correr sempre bem para ambos os lados, o que traz mais emoção à situação.

Tem só uma temporada dividida em duas partes. Ainda só vi a primeira, por isso não posso comentar para já como irá terminar tudo isto. Mas posso recomendar-vos que sigam esta excelente série que vos deixará em suspenso até ao fim.

Quem não esteja habituado à língua espanhola, pode estranhar ao início mas à medida que forem vendo mais episódios, vão-se habituando.