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Viajando…Veneza.

Veneza.
Fácil pensarmos em monumentos, água, multidões, sentimentos, sensações, romance, filmes.
Mas Veneza é muito mais. 
Veneza é a História de cada um que passa por ela.
Veneza tem o que mais nenhuma cidade no mundo tem.
O mistério, o volume de ambientes, os palácios que se abrem na noite e deixam entrar todos aqueles que se despem de conceitos e deixam-se ir…
Veneza é também a multidão. 
O turismo.
Os conflitos entre quem sempre fica e aqueles que um dia partem.
Veneza são as cores e a falta delas.
Veneza é a máscara do sonho perdido por meninos apaixonados.
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Whats on your bucket list…Mais um novo espaço

Amanhã vamos ter uma nova rubrica no etherlive71.

Será um enorme prazer receber a Cláudia Mourato, que nos vai fazer companhia, regularmente, com as suas ideias de viagens lifestyle e outros projectos. Apontem, fixem e nunca percam.

Deixo aqui uma breve apresentação sua,

A Xiringuita, é a Cláudia Mourato, a mentora do projecto Xiringuita Guest House e Xiringuita Lifestyle. Com formação inicial em Engenharia Zootécnica pela Universidade de Évora rapidamente tive vontade de aprofundar conhecimentos em investigação e inovação no sector agro-alimentar, tendo-me dedicado à área de biotecnologia, controlo de qualidade e inovação alimentar. Alimentação saudável, ingredientes alternativos, produtos sazonais e orgânicos, novas experiências sensoriais desde cedo fizeram parte do meu estilo de vida activo. Apaixonada por desporto, natureza, animais, vida saudável, viagens, decoração, moda e fotografia, adoro desafiar-me constantemente com novas experiências. Sou daquelas pessoas que, se pudesse, passava a vida a viajar!!! Be Happy. Be Bright. Be You!

E eu digo, Bem-vinda Cláudia. 

Be Et(h)er. Be T(h)ere.

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Existem sitios…e existem Aqueles Sítios. Forte Santa Catarina

Existem sitios que gostamos e que até voltamos algumas vezes…mas depois existem aqueles sítios dos quais fazemos visita regular.

Qual a diferença entre uns e outros? A forma como somos recebidos, como nos sentimos reconfortados pelo lugar, pelo que ele nos oferece e como nos oferece.

O Restaurante do Forte de Santa Catarina é um desses Sitios. Desde a qualidade da comida , até à decoração e ao atendimento personalizado, é um espaço onde vou e quero ficar. 

Tem a melhor esplanada da Figueira da Foz. Se não conhece, então ainda não esteve no melhor lugar da cidade para ver de facto o mar, o rio, o enquadramento de sinergias que nos espantam a alma e nos enriquecem os sentidos.

O Pôr do sol tem um encanto particular. Não consegues ficar ausente desse momento único na esplanada principal do restaurante.

E neste ultimo sábado, os promotores do projecto, irmãos de nome Rui e Pedro, organizaram um “adeus” ao Verão de 2018. E foi uma festa única na cidade. Uma festa com musica dos anos 80 e 90. 

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Acreditem que regressei a um passado longínquo e repleto de memórias das festas de garagem, musicas de perder as estribeiras, outras de encostar a ganga às pernas da vizinha ou mesmo de saltarmos como simples miúdos.

E foi ver gente de idades bem distintas, sem preconceitos ou preceitos mais rígidos, a socializarem, a partilharem danças e passos de dança e a conviverem num espaço que merece uma atenção diferente e audaz.

E foram audazes, o Rui e o Pedro. Mas quem quer ser diferente tem de o ser. Não basta parecer, há que o ser. Assim foi e será, pelas ideias e projectos que se avizinham.

E mesmo que haja as eternas vozes discordantes, quais Velhos de um Restelo abandonado, por falarmos de um local do Estado e histórico… pois bem, eu sempre pergunto porque é que os vemos sempre no meio das multidões que desfrutam desses locais? Porque, lá no fundo, também reconhecem que quando bem feito, estes espaços conseguem finalmente sobreviver e viver fora do esquecimento…Porque a Historia é mais do que uma ideia, é um legado a ser desfrutado com empreendedorismo e audácia…e respeito pelo seu passado.

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Mas termino deixando a boa noticia que voltaremos ao Forte de Santa Catarina, para um podcast com o Rui e o Pedro, esses bons irmãos com uma mão cheia de boas ideias. A Não Perder.

E vão, conheçam e apreciem…e digam alguma coisa….por aqui queremos saber sempre a vossa opinião…

Partilhem o artigo e partilhem a ideia.

be Et(h)er, be T(h)ere.

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As férias… Por Sofia Sande… E com Desconto!!!

E hoje vamos falar de viagens.
O Verão, esperamos que sim, está à porta e chega o momento de preparar as merecidas férias.
E que férias escolher?
Que destino?
As mesmas dúvidas surgem sempre todos os anos. Os desejos que se sobrepõem às possibilidades e as possibilidades que se envergonham com os desejos.
Mas existe sempre uma solução para cada caso.
Por isso mesmo, o Et(h)er dos dias desafiou-me a fazer uma breve apresentação de destinos que estão mais em voga por estes dias, ou melhor, por este verão.
O meu nome é Sofia Sande, sou consultora de viagens, e leiam até ao fim, pois quem quiser fazer uma consulta personalizada e até uma reserva, basta me contactar (ver fim do texto), e referirem que leram este artigo no Et(h)er dos Dias e terão direito a um desconto…a não perder.
Mas vamos aos destinos:
O Top 10 dos destinos mais vendidos em Portugal:
1. Caraíbas – República Dominicana; México; Cuba – os preços vão desde 890 €
2. Ilhas Espanholas – desde 500 €
3. Saidia – desde 600 €
4. Tunísia – desde 600 €
5. Escapadinhas Europeias
6. Cruzeiros Mediterrâneo
7. Tailândia – desde 1100 €
8. Indonésia – desde 1100 €
9. Maldivas – desde 1500 €
10. Maurícias – desde 1500 €
Claro que estes valores variam consoante as datas, a antecedência com que se marca (fundamental), os Hotéis e o regime escolhido.
Fica aqui um truque para apanhar os melhores preços, em especial quando existem charters no programa…Antecedência. Já sabe…Não deixe para amanhã o que pode “marcar” já hoje… 😉
Aliás, este ano, os portugueses começaram a marcar férias mais cedo… talvez para fugirem ao inverno demorado por estas bandas?… Não. Apenas porque já se aperceberam das vantagens da Antecedência.
Mas quem ainda não marcou, ainda pode conseguir bons preços. E com um desconto. Basta me contactarem,
Sofia Sande – 912 341 405
Mail: sofia.sande@multidestinos.pt
Facebook: https://m.facebook.com/sofiaconsultoradeviagens/
E Muito Importante: Digam que leram este artigo no Et(h)er dos Dias.
Algo importante a reter: sempre que a viagem seja fora da Europa, nunca saia do Hotel com o passaporte. Deixe-o no cofre do Hotel. Leve antes uma cópia.
Caraíbas e países do outro lado do oceano… não esquecer o adaptador.
Então, espero ter ajudado já com algumas dicas.

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O gato de Biarritz, pelo et(h)eriano Rui Azeredo

Algures no início deste século (ou milénio, se preferirem) encontrámos em Biarritz este gato, tal como o veem, e estragámos-lhe o dia. Foi sem querer, naturalmente, mas aconteceu mesmo. Aninhado no algodão fofo da montra da loja, entre brinquedos com os quais tão bem combinava, protegeu-se do frio de um dia de sol de inverno e acolheu de bom grado o calor que emanava do vidro. Encaixado entre o cão de madeira, o avião, os trenós, o peluche e as flores, o Gato de Biarritz parecia ele próprio um elemento decorativo. De tal forma que, entrando na loja, comentámos com o dono da loja que “le chat” ficava muito bem na montra. “Gato? Que gato?”, questionou o homem, típico dono de loja requintada de antiguidades, ou pelo menos tal como os imagino, com o seu lenço ao pescoço. Correu para a montra e enxotou prontamente o gato que, percebi então, era simplesmente um invasor. Desolados, e com a lição aprendida, saímos para a rua, onde nos cruzámos com o gato, que nos ignorou, nem sequer bufando, como era merecido. Fomos embora, na esperança de que ele ocupasse outra montra. Dado que, apesar do seu ar sonolento e passivo, nos pareceu um gato bem tratado, convenci-me de que ele iria encontrar outro pouso, de preferência onde não viesse um idiota estragar-lhe o descanso.

História verdadeira tanto quanto a memória me permite.

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Xiringuita… um Lifestyle que nos deixa diferentes…

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Claudia Sofia Mourato abriu a porta da Xiringuita, um alojamento local incrível na Figueira da Foz. Estamos num dia fabuloso, com uma luz fantástica e cobertos por um azul único deste céu que nos abraça.


O local escolhido para a conversa foi junto à piscina, afinal que melhor local para conversarmos sobre a Xiringuita, o alojamento e as viagens…em especial a Bali.
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De facto Bali é algo magico para a Claudia. Esta jovem empreendedora tem um sorriso rasgado sempre que fala das suas experiências naquela ilha remota na Asia.

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Assim como quando fala das pessoas de um mundo repleto de culturas, que a visitam na Xiringuita. Ou mesmo dos Workshops, dos encontros que promove, sobre Lifestyle, na sua casa.
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O sorriso fácil, a conversa solta e as ideias desprendidas, são o cunho da Claudia.

Mas mais que palavras, essas podem escutar no Podcast já publicado em Castbox e Itunes, vejam as fotos.



Descubram mais em,
https://www.facebook.com/xiringuita.gh/
 
Grato e até breve…
 

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Lifestyle incrível no Podcast com Xiringuita…

https://castbox.fm/app/castbox/player/id1167672/id78406115?v=4.0.11
O novo Podcast do Et(h)er dos Dias já está disponível…uma conversa incrível sobre Lifestyle, sobre alojamento Local incrível que é a Xiringuita, viagens e sobre…Bali…
Ouçam e partilhem.
E leima logo de seguida a reportagem fotográfica sobre a Xiringuita que vai ser publicada aqui mesmo no Et(h)er dos Dias.

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A Viagem de Lipório Eucristes. parte 1.

Lipório Eucristes tivera sempre uma vida sem vida nenhuma. Fechado dentro de uma casa isolada nos fins do mundo, nunca se atreveu a sair daquelas paredes amorfas. Nasceu por entre o tempo do sol que se levanta e aquele em que o mesmo se deita. Não houve tempo que contasse o seu tempo. A sua mãe fechou-o desde logo no cadafalso, para que não fosse comido pela vida dos homens. Tinha esperança que Lipório pudesse sobreviver à leviandade natural da vida, a morte dos homens. Foi alimentado pelos ratos que lhe traziam pequenos pedaços de comida e queijos fedorentos.
O seu pai, nunca o vira. Nem sabe se veio ao mundo por um pai. Lipório apenas descobriu o resto da casa quando escutou gritos vindos do andar de cima. Conseguiu romper a porta e ver pelas primeiras vezes, a luz que entrava. Deu com sua mãe descalça de vida e já entregue aos murmúrios do tempo sem tempo. Alimentou os animais que já se alinhavam nos corredores com o corpo dela. E passou a viver na parte de cima do mundo. Mas nunca saiu.
Passaram anos e continuou sem nunca sair. Lá fora havia dia e havia noite. Havia o ruido de água que batia nas janelas, de relâmpagos que iluminavam a noite e havia o sol…um calor que penetrava sorrateiremente toda a casa. Lipório tinha medo daquele calor súbito que lhe inundava a casa. Corria para fechar as velhas cortinas de pano. Mas ele nunca se escondia. O sol continuava a entrar e Lipório nesse instante fugia para onde a escuridão era reino e o frio o afastava qualquer calor.
Mas certo dia, Lipório Eucristes foi subitamente confrontado com a chegada de um novo hospede. Na porta embateu uma mão de ferro. Abriu-a sem força e fechou-a quase a destrui-la. Entrou e cada passo era fulminado. Deixava um rasto de soalho rasgado. Entrou na sala, onde Lipório tremia no receio, atrás de um velho sofá de cambala. Este foi afastado num folego e dos seus baixos olhos repara numa perna de ferro, duas aliás, um corpo fundido em ferro sujo, dois enormes braços com o ferro fundido e uns olhos de luz. Parecia-lhe que o sol havia entrado ali duas vezes. E mais assustado ficou quando esses mesmos olhos veem na sua direcção e lhe fixam todo o corpo. Um exame que lhe deixa a marca do pavor, espalhado pelos restos de roupa.
Lipório não sabia falar. Apenas ruminava sons que deixava escapar pela boca sem palavras. E assim o fez,
– O que dizes? – aquele sabia alguma coisa – que barulho estranho é esse?
Mas sem resultado nenhum nas respostas. Aquele monte de ferro aproximou-se mais e tocou-lhe. Era feito de pele, tinha ossos dentro e pedaços de carne, músculos, gorduras e entranhas arrepiantes.
– O que és tu?
E as respostas continuavam silenciadas pelo ruminar. Então o monte de ferro resolveu falar,
– Venho buscar a minha nave. Deixei-a aqui para escapar aos terríveis Grolondios, inimigos de morte que a morte nunca levou. Não sei quem és, mas se quiseres sair, parte e não leves nada. Mas se quiseres ficar, deixa-te quieto por esse lugar e não te metas pelo meio do meu andar.
Voltou costas a Lipório e subiu as escadas. A curiosidade era medrosa, mas queria saber o que era aquele ser que tinha corpo de metal e dizia coisas sem perceber.
Mas conseguiu ir no seu caminho e quando chegou perto do telhado, já via mais luzes e luzes, que saiam das paredes. O ferro mexia-lhes e movia um instrumento estranho. Era feito também de ferro e saía do chão. O mesmo chão que se começou a movimentar. Lipório soltou gritos de medo. Correu e desceu as escadas. Escondeu-se por baixo da mesa e tremeu até todo aquele barulho passar. Lá fora o céu movia-se, o sol entrava e saía e havia um balançar. Conseguido chegar junto de uma janela, viu que a terra ficava lá em baixo. Olhava as nuvens, os pássaros que voavam, tudo sem perceber o que era e o que acontecia. Resolveu regressar às escadas. Quase de corpo rastejante, foi junto do monte de ferro. Este observava, junto de uma janela, as estrelas que já chegavam. Lá fora umas enormes ventoinhas rodavam sem parar. A noite chegava ou era a terra que fugia. As nuvens ficaram lá em baixo e a escuridão abraçava. Agora não conseguia saber onde estava. E tudo se precipitou com um mover alucinado, quase hipersónico, mais rápido e mais rápido ainda.
Tudo voltou a abanar, e Lipório agora agarrou-se a uma das enormes pernas do ferro que não se mexia. Sentia o vomito nos dentes, o coração a traulitar nos pés. Os olhos queriam fugir pelas orbitas e a orbita fugia dos olhos. Até tudo voltar a parar. E aqui Lipório Eucristes levantou-se e espantou-se. Já não via um sol, mas uns cinco a brilhar. Havia pequenas luzes que se moviam e moviam. E muitas casas que flutuavam. Estranho perceber que por cima de montanhas encrustadas nos vales, as casas voavam com pequenos pedaços de terra agarrados. Havia hélices de tamanhos abomináveis que giravam com a força do ar.
– Chegamos. De volta a casa. Handlender. Lar.
 
– Continua –