Categoriespart(í)culas com I(m)agens partículas de cinema

Joker.

Joker.

A alma de um filme que retrata todo um lado obscuro da humanidade. o mesmo lado que a mesma humanidade tantas vezes nega existir. mas existe. E o Joker é apenas o resultado, entre tantos, dessa realidade. 

Com uma notável interpretação de Joaquin Phoenix, Joker é um filme que perturba pelo espelho que mostra ser. O espelho das nossas revoltas, dos nossos ódios, dos nossos medos, da característica mais ligada à humanidade: a Loucura. 

Loucura que nos arrebata para uma sinistra realidade de um homem com problemas, de identidade, de afirmação, relacionais e em puro delírio com a vida.

Todd Phillips consegue um filme negro, mas envolvido num jogo de cores estranhas, como se uma psicadélica de cores inundasse o mais profundo negrume da loucura humana. 

Não vale a pena comparar interpretações entre o Joker de Heath Ledger e este de Joaquin Phoenix. São filmes diferentes, perspetivas diferentes e sinto que mensagens completamente diferentes. Nolan quer trazer um super-herói para a realidade, Todd quer um Joker louco e parte de uma sociedade real, pouco ficcionada.

E com uma cena final que traz à memória esse ícone do cinema, Taxi Driver, de facto este filme é um jogo de emoções, frieza e crueldade.

Este filme ajuda a perceber que muitos Jokers existem no mundo, que muitas razões existem para eles poderem despertar como tal e o mundo continua de olhos fechados ao surgir deles.

Joker é uma sinfonia de loucura. E estupidamente bem feita. 

Categoriespart(í)culas com I(m)agens partículas dos dias

olhares

Olhares

Perdidos

Desencontrados pelo profundo deserto de observar

Corpos inertes em dois olhos que se separam

No divorcio dos pensamentos com a alma que respira

São cantos que ficam pelo oxigénio das histórias

Contadas sem presente ou indicativo

Escritas pelo desenho de um futuro conjugado

Pelo olhar

Com a ilusão de sonhar

São gente que imagina as sombras

No escuro de uma luz ausente

Onde nada sobra dos infortunados passageiros 

Que sobrevivem como pequenos pontos de movimento

Andantes cegos de sentir

Cada olhar

Por mais pequeno

Mais belo

Mais único

Perdido olhar

Que se para

E apenas

Se olha

Por ai…

CategoriesCoaching part(í)culas com I(m)agens partículas dos dias

Somos Felizes?

Ao começar a ler “Fluir” de Mihaly Czikszentmihalyi (sim, é este o nome de um dos mais importantes autores da Psicologia Positiva), deparei-me com o seguinte trecho,

Há dois mil anos e trezentos anos, Aristóteles concluiu que os homens e as mulheres procuram acima de tudo a felicidade(…) outros objetivos – saúde, beleza, dinheiro ou poder – só tem valor porque esperamos que nos façam felizes. (…) Não compreendemos hoje melhor a felicidade do que Aristóteles e, quanto a aprender como alcançar esse estado abençoado, quase poderíamos dizer que não fizemos qualquer progresso.”

Mas vejamos no seguinte vídeo, de 2004, a sua explicação cientifica para esta possível realidade.

Categorieso(l)hos com ol(h)os part(í)culas com I(m)agens

(des)focado

parte que não se vê
não se reconhece no corpo que carrega
germe que pensa
ruído em defeito ilude os olhos em cegueira
sangue
preto
branco
cinza
sem sangue
particula
particulas sem nome
riscos de desenho sem papel
fossa que tudo leva
merda que cai como um pardal
fruto de um anjo que se despede
raiva que suja o esgoto
rosto sem rosto
costela de adão
eva mulher
fusão de cores em preto
branco perdido no semen
nascimento
renascimento sem nascer de novo
foco que se desfoca
pensamento que não germina
amor que fica
em particulas sem o nome de ninguém
dois
soma de dois
corpos
num