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E se…?

“What if” uma série transmitida na Netflix Portugal, traz-nos uma (irreconhecível fisicamente) Renée Zellweger num excelente thriller sobre o efeito que uma (má) decisão pode ter na vida da pessoa e nas que a rodeiam.

Renée é Anne Montgomery uma milionária sem escrúpulos que faz o que for preciso para obter o que quer.


Numa noite numa das suas famosas festas, ela conhece Lisa, uma presidente de uma pequena “start up” na área da genética com um grande projecto em mãos mas que precisa desesperadamente de financiamento não só para continuar o seu trabalho mas também para pagar as despesas com o pessoal, entre outras.

Anne vê aqui uma oportunidade de se aproveitar da necessidade e faz uma proposta: Dá-lhe 80 milhões (mais que suficiente) para que a pequena empresa consiga atingir o seu objectivo de ajudar muita gente que precisa de cuidados médicos. O “senão”… Quer passar uma noite com Sean, o marido de Lisa (que já tinha conhecido previamente), um jovem ex-jogador de baseball que viu a sua carreira destruída quando ainda estava em ascensão e que agora tem vários empregos para ganhar algum dinheiro.

Se encontram aqui alguma semelhança com o filme dos anos 90 “Proposta indecente”, não é coincidência, pois os personagens “brincam” um bocado com isso num pequeno diálogo.

Perplexos com esta exigência, ambos saem porta fora, mas com um aviso: Têm 24 horas para decidir.Após alguma reflexão  e ao se aperceberem que sem aquele dinheiro todo o projecto da pequena empresa pode ser destruído, tomam a difícil decisão de aceitar e vão ter com Anne para comunicarem a sua decisão.

Ao encontrarem-se com a poderosa milionária, esta apresenta-lhes um contrato com várias cláusulas, onde está a mais importante de todas: O marido de Lisa não pode revelar a ninguém o que se irá passar nessa noite (nem mesmo à sua mulher) sob a pena de ficarem sem o dinheiro… e a sua pequena empresa. Anne ficará com tudo.

Ambos assinam o documento e a partir daí inicia-se uma história cheia de suspense, com bom ritmo, que nos leva a questionar o que se terá passado entre os dois nessa noite, o que é que Anne pretende (realmente) e se Lisa irá conseguir o que quer?

Muitas perguntas além destas, serão respondidas. Não faltarão reviravoltas interessantes na história que certamente agarrarão o vosso interesse.Não adianto mais para prevenir “spoilers”, mas vale a pena verem os dez episódios.

RMS

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Chernobyl

A plataforma de streaming HBO Portugal, tem claramente um catálogo inferior ao da concorrente Netflix Portugal, mas também consegue surpreender com séries de boa qualidade. É o caso de “Chernobyl” actualmente em exibição .

A geração dos anos 80 não se esquecerá certamente deste trágico evento na central nuclear de Chernobyl na união Soviética no mês de Abril de 1986.

Esta mini série relata os acontecimentos que levaram ao desastre e como os soviéticos lidaram com isso de uma maneira muito branda, quase surreal, antes de se saber as verdadeiras dimensões da catástrofe.

Trata-se de uma produção americana e britânica, por isso os diálogos são em inglês mas foi mantida a língua russa nas transmissões das televisões e rádios, durante os episódios.

Esta história é um bocado assustadora não só porque é um evento real mas também porque embora tenha sido há muitos anos, ainda hoje faz sentir os seus efeitos nas pessoas e no ambiente, e assim será durante muito e muito tempo, infelizmente.

Uma mini série muito bem feita, com um bom ritmo no desenvolvimento da história, bons (e interessantes) personagens e com uma sequência de eventos que agarra o espectador mantendo um bom ritmo e suspense enquanto nos leva a conhecer melhor as pessoas que lidaram com tudo isto e como (algumas) se sacrificaram (ou foram sacrificadas) para salvar milhões.

Este acontecimento criou na época o receio da energia nuclear que ainda não estava bem dominada e lançou o debate sobre se deveria continuar a ser desenvolvida ou não. Um debate que ainda ocorre hoje em dia, talvez com menor intensidade.

A elevada pontuação de 9.7 (na altura em que escrevi esta crónica) no conhecido site IMDB, com mais de 70 000 votos, só demonstra que vale a pena tirarem um tempo para seguir os cinco episódios.

Boa visualização

RMS

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Killing Eve

Sandra Oh, conhecida pela sua participação na série “Anatomia de Grey”, interpreta aqui uma agente do Mi5 que faz sobretudo trabalho de secretária, chamada “Eve”.

Do outro lado temos “Villanelle”, uma assassina profissional que é apaixonada pelo que faz. Uma verdadeira mestre do crime que encara cada missão como um jogo, bem planeado.

“Eve” ambiciona mais do que estar a ver papéis na sua mesa de trabalho, por isso dedica-se de corpo e alma a capturar esta criminosa dê por onde der.

Rapidamente inicia-se um verdadeiro jogo do “gato e do rato” no qual é iniciada uma perseguição sem tréguas.

Esta agente, além da dificuldade natural de conseguir apanhar tão imaginativa fora da lei, ainda vai ter de enfrentar obstáculos que não estava a prever encontrar, colocados por pessoas em quem julgava poder confiar.

Quem está do lado certo da lei? Não confiar em ninguém, podia ser a frase-chave desta história.

Para ver na plataforma de streaming “HBO Portugal”. Primeira temporada completa já disponível, bem como alguns episódios da segunda temporada que está a decorrer.

RMS

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Cuidado com as tempestades

Desde que aderi à plataforma de streaming de filmes e séries da Netflix, que tenho expandido os meus horizontes cinematográficos ao ver produções não inglesas / americanas.

Ultimamente tenho-me concentrado mais no cinema espanhol, não por ter alguma preferência especial, mas por encontrar por acaso títulos que me parecem interessantes.

E tenho chegado à conclusão que os “nuestros hermanos” têm elevado a fasquia na qualidade dos argumentos.Prova disso mesmo é o filme que vi ontem, “Mirage” ou “Durante la tormenta” no título original.

Em 9 de Novembro de 1989, numa forte noite de tempestade, o mundo assiste à queda do muro de Berlim pela televisão mas há quem prefira fazer outras coisas, como é o caso de um rapaz de 12 anos chamado “Nico” que prefere estar num quarto com uma câmara de vídeo ligado à sua televisão para se filmar enquanto toca alguns sucessos musicais da época na sua guitarra.

Nisto, ele repara em algo estranho na casa vizinha e sendo um rapaz curioso, resolve deslocar-se até lá para ver o que se passa. Ao entrar na casa, fica em choque ao descobrir que a senhora que lá vive foi assassinada pelo marido. Este ao ver que o rapaz pode testemunhar o que aconteceu vai atrás dele para o impedir de falar fazendo com que o miúdo saia de casa a correr sem olhar para a estrada onde um condutor acaba por o atropelar mortalmente.

A acção avança 25 anos e vemos um jovem casal, a Dra Vera Roy, o marido David Ortiz (interpretado pelo actor Álvaro Morte da espectacular série “La casa de papel”) e a criança filha de ambos, a mudar-se para a casa onde outrora viveu Nico e a sua Mãe.

Durante um jantar com amigos acabam por saber a trágica história do homicídio e atropelamento que aconteceu em 1989 através de um convidado que foi amigo de infância de Nico. Curiosos. por saber mais pormenores, pesquisam na internet por mais detalhes e dão o assunto por terminado.

Numa noite de descontração em familia, acabam por descobrir a tv antiga e a câmara do rapazinho escondidas numa divisão bem como algumas cassetes de vídeo. Ansiosos por saber o conteúdo, ligam todos os aparelhos e assistem às actuações de Nico na sua guitarra da primeira à última cassete. Lá fora começa a formar-se uma forte tempestade com muitas semelhanças à que teve lugar ali mesmo há tantos anos.

Terminada a visualização dão por terminada a noite e vão-se deitar. Porém, Vera acorda a ouvir sons e uma luz que descobre virem da tv antiga. Resolve levantar-se e ver o que se passa. O que ela vê acaba por a surpreender: Com a TV ligada e a câmara de video desligada, ela continua a ver Nico na TV a tocar as suas músicas. Mas como? Por sua vez, Nico (em 1989) repara em algo estranho no écran da televisão… ele vê uma mulher. Quem será? É nada mais que Vera, em 2014. E o mais incrível é que eles podem comunicar um com o outro através do tempo. Ao aperceber-se de que consegue falar com o rapaz que terá um destino trágíco, ela resolve avisá-lo do que vai acontecer e alerta-o para não ir à casa do vizinho.

A comunicação dos dois acaba por se perder devido à tempestade e Vera vai dormir, não sabendo que o rapaz irá seguir o seu conselho.

Quando volta a acordar, Vera verá que a sua vida está totalmente diferente, que não é casada com David e não tem uma filha, entre outros pormenores. Assustada, entra numa incrível aventura na qual não só tem que descobrir o que se está a passar, como tem que fazer tudo ao seu alcance para a sua vida voltar ao normal enquanto tenta não passar por louca aos olhos de quem a conhece.

Paralelamente a estes desenvolvimentos, vamos assistindo também à vida de Nico depois de não ter morrido graças aos conselhos da sua “amiga do futuro” e que continua interessado em saber o que se passou na casa onde acabou por não entrar.

Numa história com algumas semelhanças à conhecida trilogia “Regresso ao Futuro” (depois verão porquê) , este argumento repleto de reviravoltas e cheio de suspense irá garantidamente deixar-vos na “ponta do sofá” à espera de saber como este novelo irá ser desatado e como tudo vai acabar.

É um filme com excelentes interpretações, uma boa história e muito ritmo.

A não perder por quem gosta do tema de “universos paralelos” e de teorias de “efeito borboleta”. 

Vejam, e cuidado com as tempestades.

RMS

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A Terra é plana

Pois é, não sabiam? A Terra, o nosso planeta, é plana e não em forma de esfera como nos tem sido dado a entender pelos supostos cientistas e livros de escola.

Acreditem ou não, em pleno século XXI, na América (where else ?) existe um grupo de pessoas, auto apelidadas de “terraplanistas” que fazem parte da “Flat Earth Society” (Sociedade da Terra Plana, em tradução livre).

Diz este grupo de iluminados que andamos a ser enganados (até rimou) pela NASA, que na verdade são apenas agentes secretos do Governo para nos vender essa ilusão.

Fotos tiradas no Espaço? É tudo mentira num qualquer estúdio de Hollywood (que na verdade também são agentes governamentais).Nem o agente Fox Mulder, da série “Ficheiros Secretos” conseguiria inventar uma teoria da conspiração melhor que esta.

No documentário da Netflix, “Behind the curve”, ficamos a conhecer vários “génios” que partilham todos esta opinião.Ideal para uma boa dose de gargalhadas à qual podemos acrescentar outra de espanto e pena, esta “sociedade” explica a sua própria teoria (e verdade) segundo a qual, nós todos vivemos num disco que nas bordas tem uma gigantesca parede de gelo, protegido por uma cúpula.

Para quem tiver dificuldade em visualizar este conceito, eles têm modelos 3D para “ver para crer”.

O Sol e a Lua giram neste sistema, separados 180 graus um do outro. Por isso no lado onde está o Sol é de dia, e do outro é de noite, Esqueci-me de referir… a Terra não gira, senão sentiríamos toda essa aceleração.

Pois vejam bem… Se estamos num globo, porque é que a água do mar não cai?? Gravidade? Isso não existe. Não se esqueçam que vivemos num disco.

Se julgam que não poderia haver mais diversão, calma que ainda há mais.Estas pessoas não se ficam pela teoria. E através de experiências cientificas pretendem demonstrar que estão certos.

Apesar dos previsíveis resultados demonstrarem que tudo o que acreditam é mentira, eles tentam mesmo assim arranjar explicações para tentar adaptar isso à sua realidade e “provarem” que apesar da conclusão não ser o que pretendias, há motivos para isso acontecer.

É mesmo “ver para crer”, como em 2019 ainda existem pessoas que vivem na idade média.

Um bom documentário que nos entretém e surpreende.

Eles existem.

RMS

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Como enganar toda a gente

Podia ser o título deste documentário na Netflix Portugal, mas na verdade chama-se “Fyre, o festival que nunca aconteceu”.Só mesmo ver para crer.

Em pleno século XXI, na era da informação digital, um homem consegue enganar milhares de pessoas com o “apoio” de celebridades.

Uma ilha paradisíaca, paisagens deslumbrantes, luxo, sol, calor, praia e música… Muita música.Estes eram alguns dos pontos de venda para um grandioso festival de música numa ilha que em tempos pertenceu ao barão da droga, Pablo Escobar.

Através da internet, principalmente de redes sociais, instagramers, youtubers, etc, foi espalhada a palavra para este acontecimento musical épico.

Este documentário espelha bem o efeito “bola de neve”, em que uma ideia que começa pequena, vai tomando proporções gigantescas até ficar fora de controlo.

O elevado preço dos bilhetes para este(s) concerto(s) não foi impeditivo para que estes se vendessem que nem pãezinhos quentes. O preço incluiria acomodações luxuosas entre outros atrativos. O cartaz foi composto por nomes, mais ou menos sonantes, alguns sem estarem confirmados.

Isto encaixa na categoria de “ver para crer”. O principal organizador deste evento, bem podia pertencer a alguma seita, tal não é a lábia dele para promover isto tudo e convencer os outros a alinhar nas suas ideias megalómanas. 

Do início da ideia, passando pelos vários obstáculos até ao desastre final podemos acompanhar tudo o que foi tornado público, bem como o que se realmente passava nos bastidores. E no fim irão perguntar-se… Como foi possível isto acontecer?

A não perder para quem quiser variar da ficção e ver uma realidade que nem os melhores argumentistas poderiam escrever.

RMS

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Dirty John

Depois da excelente série da Netflix Portugal, “You” (“Tu”, em português), venho hoje recomendar mais uma grande história na onda das “pessoas que não são o que parecem”.E esta pessoa é John Meehan, interpretado brilhantemente pelo actor Eric Bana.

No mundo dos encontros pela internet, e depois de várias tentativas fracassadas de encontrar “o tal”, Debra Newell, interpretada por Connie Britton, conhece John, um homem simpático, inteligente, bom conversador, ouvinte atento… enfim, com as condições para ser “aquele” que Debra procura.

Nós espectadores, somos levados a partilhar a mesma opinião. Porém, como iremos descobrir ao longo da série, John não é bem o que aparenta, e pouco a pouco vamos conhecendo os seus segredos que revelam uma outra personalidade.Irão estas descobertas revelar John como ele realmente é, ou haverá mais qualquer coisa por detrás disto tudo?

Esta série tem na minha opinião, em comum com a já referida “You”, o mundo das redes sociais e do facilitismo dos encontros “às cegas” com personalidades que não são exactamente o que aparentam ser.Uma história sinistra, baseada em factos reais relatados pelo jornal “Los Angeles Times”, que vos irá agarrar ao écran, certamente. Ideal para quem gosta de “suspense” e thrillers com ritmo e em que temos sempre coisas a acontecer a cada episódio.

RMS

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Ascensão

Recentemente descobri uma mini série de… 2014. Mas como diz o ditado, “mais vale tarde que nunca” e realmente valeu bem esta “descoberta”.

Trata-se da mini série de seis episódios, “Ascension”.
Nos anos 60 a Humanidade já previa o declínio do nosso planeta e então é decidido iniciar um projecto ambicioso, no mínimo:

Enviar 600 pessoas numa nave numa viagem de 100 anos até “Proxima Centauri” onde aí se irá dar um novo começo para todos nós, a colonização de um novo planeta, na esperança que as coisas corram melhor do que neste que habitamos agora.

Claro que numa viagem desta envergadura, não é expectável que a tripulação e passageiros originais cheguem todos ao destino vivos e de boa saúde. O sucesso irá depender dos (futuros) netos dos que partiram agora.

Para que isso suceda, a nave tem uma série de regras rígidas sobre (entre outras coisas) quais e quantas mulheres podem engravidar, pois além de se pretender que a geração futura seja composta pelos melhores, há que tem em conta os suprimentos que a nave tem ao seu dispor. O número total de viajantes tem de ser constante, daí haver uma vigilância apertada.

Como seria de esperar, a tecnologia da nave não é da mais recente, comparativamente ao que temos hoje disponível, mas isso não os impede de desenvolver a sua própria tecnologia.:

Nenhuma pessoa desta viagem espacial está a par dos desenvolvimentos sociais e tecnológicos da Terra: Não conhecem como evoluíram determinados comportamentos, desconhecem certas personalidades que para nós são bem conhecidas. Desenvolvem portanto os seus próprios comportamentos com base na humanidade dos anos 60.

Apesar de haver uma (aparente) harmonia entre todos a verdade é que a tragédia acontece em todo o lado. E aqui não é excepção… A meio desta viagem, e quando estão num ponto de não retorno, uma jovem aparece morta e suspeita-se que não tenha sido acidente. Mas porquê? E quem terá sido responsável? Suspeitos não faltam.

Embora a aventura tenha-se iniciado há muitos anos, nós espectadores começamos a acompanhar todos estes acontecimentos já no tempo Presente, tanto na nave como na Terra, pois a missão é acompanhada no nosso planeta por uma organização governamental que espera 100% de sucesso, a qualquer custo.

Uma história cativante repleta de reviravoltas que irão certamente surpreender. Infelizmente a série, que começou no canal “SyFy” e mais tarde foi adquirida pela “Netflix”, acabou no sexto episódio da primeira temporada. Mas mesmo em 2019 existem petições para a trazer de volta, por isso nunca se sabe… poderemos um dia acompanhar mais pormenores desta deslocação interplanetária.

Não deixem que este pormenor os desmotive de ver esta excelente mini série.

Embarquem nesta aventura.

RMS

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TU

“You” no seu título original, é uma cativante série da “Netflix Portugal” que irá certamente prender a atenção do espectador bem como repensar as suas definições de privacidade nas várias redes sociais que usa.

Penn Badgley, talvez mais conhecido pela participação na série “Gossip Girl”, interpreta “Joe Goldberg” um (aparente) simpático vendedor numa livraria. Tudo parece ser rotineiro nos seus dias até que lhe entra na loja uma cliente, “Guinevere Beck” interpretada por Elizabeth Lail das séries “The Good Wife”, “The Blacklist” e “Once upon a time” só para nomear alguns títulos.

Imediatamente Joe é atraído por esta bonita e simpática cliente, criando-se uma empatia entre ambos. Porém assim que Guinevere sai da loja, Joe começa a vasculhar a fundo (sem nenhum esforço especial) todas as redes sociais em que a sua cliente está registada, começando a descobrir todos os pormenores da sua vida, incluindo a sua morada.

A mente de Joe, inicia uma relação com esta mulher e começa a planear de uma maneira sinistra toda o futuro a dois sem que ela suspeite minimamente do que se está a passar. Claro que para isso ele terá de tirar alguns obstáculos do caminho da sua felicidade.

“You” não só é uma excelente série de apenas 10 episódios com um ambiente de “suspense”, mas também um alerta para a nossa falta de atenção acerca do que dispomos na internet, ignorando o nível de privacidade e o conteúdo que disponibilizamos para todo um público ver.

RMS

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Ozark

Hoje venho falar-vos de uma série que está a ser transmitida na NetFlix e já vai na segunda temporada e foi recentemente renovada para a terceira. Trata-se de “Ozark” com Jason Bateman e Laura Linney nos principais papéis. 

Bateman sempre nos habituou a um registo mais cómico em filmes e séries mais “leves”, por isso é um bocado surpreendente vê-lo (muito bem) neste registo mais sombrio e dramático.

Ele é um especialista em “lavar dinheiro” que depois de ter tido alguns problemas com um poderoso barão de droga, vê-se obrigado a ir para uma pequena localidade, chamada “Ozark” e aí “lavar” 500 milhões de dólares. Jason, ou Marty Byrde (o nome do seu personagem) arrasta consigo a sua família que o segue contrariada. A partir daí a sua vida nunca mais será a mesma e Marty além dos seus problemas normais de “gestão de dinheiros alheios” vai ser também um autêntico gestor de crises que lhe irão ocupar todo o tempo disponível e por à prova a sua paciência e habilidade.

Fui surpreendido com uma excelente primeira temporada e pensava que a segunda não lhe iria chegar aos calcanhares, mas fui de novo surpreendido pela qualidade do argumento que com algumas reviravoltas, nos vai agarrando e leva-nos a querer ver imediatamente o episódio seguinte.

Aguardemos pela terceira parte deste drama.

RMS