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Remédio para Cre(s)cer

Liderança na Indústria Farmacêutica: Coloque beleza dentro dos seus colaboradores. A decisão do Rubem Alves. 

Recentemente, ouvi uma entrevista da Raquel Alves, filha do escritor Rubem Alves. Conhecia muito pouco da história de ambos, embora já me encantasse com vários dos textos e das ideias do Rubem. Especialmente, o trecho da entrevista que vou conectar neste artigo fizeram com que eu conseguisse enxergar ainda mais beleza em sua obra.

Não vou entrar nos detalhes da entrevista, tampouco da história completa da vida deles. O papo vai ser rápido, prometo. Fica comigo por 5 minutos. Quem sabe a “chave vira” para você como virou para o Rubem Alves.

Só para dar o contexto, a Raquel nasceu com lábio leporino e teve que ser operada com menos de 24 horas de vida. O Rubem era um professor universitário na época, e seus textos, até então, seguiam o padrão acadêmico, escritos em terceira pessoa e com o rigor científico requerido.

Na antessala do centro cirúrgico, com o coração angustiado, O Rubem Alves percebeu que o que ele fazia não iria ajudar a sua filha. Todo seu conhecimento acadêmico, seus textos com rigor científico, a abordagem cheia de evidências e referências teriam nenhum impacto na luta que ela teria ao longo da vida. 

Seria necessário que ele lutasse a seu lado. Com outras armas. E a forma seria colocando beleza dentro dela. Ele teria que entrar em sua alma. Assim a vida valeria à pena para a Raquel.

Naquele momento, o Rubem Alves, que a tantos encanta com seus textos, livros e ideias, decidiu que passaria a escrever com o coração. Só assim conseguiria colocar beleza na alma da sua filha recém-nascida. Só assim ela conseguiria enfrentar todas as barreiras que encontraria na vida. E foi só assim que ele conseguiu colocar beleza no mundo. Sem regras e rigor. Conectando almas e corações.

Se transformou no Grande Rubem Alves. Transformou pessoas. Transformou o mundo.

Textos acadêmicos, teorias complexas de gestão, planilhas e gráficos de vendas não entram na alma de ninguém. Eles exercem bem a sua função, ponto. Te ajudarão em uma série de questões. Talvez consigam te trazer sucesso. Muito sucesso até. Mas não te farão “Grande”.

Líder, a conclusão e a conexão desta história com a forma como você “escreve” as linhas da sua carreira, deixo para você. Só não se esqueça que para colocar “beleza” dentro dos seus colaboradores, você precisa falar a linguagem de suas almas. Tome a sua decisão. 

João Carlos Porfírio assina Remédio para Cre(s)cer



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Remédio para Cre(s)cer

O dia em que o copo não transborda

Nos últimos 4 meses, semanalmente, percorro, de carro, o trecho entre Ribeirão Preto e São Paulo, ida e volta. Seiscentos e cinquenta quilômetros aproximadamente. Em média, isto ocupa cerca de 7 horas da minha semana. Parece pouco quando pensamos que uma semana tem 168 horas, mas te garanto que é bastante tempo para a minha imaginação entrar em ação e funcionar em uma intensidade bastante alta, já que está livre de outras distrações.

Procuro aproveitar bem este tempo. Ouço meus podcasts, áudio livros e também música para tentar direcionar meu estado emocional para onde eu quiser que ele vá. A música tem um imenso poder de modificar nosso humor. Para o bem ou para o mal, o “freguês” que escolhe. Para mim, quase sempre funciona.

Quase sempre. Tem dias, ou noites, que não funciona. Tem dias que a imaginação nos trai e “imagina” cenários que nos afetam profundamente. Quase sempre, também, estes cenários não se realizam. É só imaginação.

No meu último artigo, falei sobre como a imaginação pode nos levar à uma vida criativa. E como isto pode nos deixar felizes e tornar a vida mais divertida. A imaginação é assim mesmo, uma parceira maravilhosa que, vez ou outra, muda o trajeto. É quente ou fria. Céu ou inferno. Gosto dela assim. Prefiro o quente e o céu, mas estes não seriam tão bons sem o referencial do frio e do inferno.

Nesta semana, estava escutando uma entrevista com uma pessoa que largou o emprego formal em uma instituição financeira e resolveu “ganhar” o mundo, vivendo como “nômade digital”. Admiro imensamente pessoas de coragem. Não foi diferente ao ouvir esta entrevista. Pessoas corajosas transformam o mundo, inspiram, são como super heróis.

Ao ouvir a entrevista, fiquei com a impressão que, no fundo, ele sempre soube o que queria e o que fazer. Era uma conclusão óbvia, pois imaginamos que as pessoas bem sucedidas sempre sabem o que fazer.

No entanto, lá pelas tantas, o corajoso nômade digital confessou que durante muito tempo esteve totalmente perdido sobre sua vida e sua carreira. E ainda disse que isso continuava acontecendo até hoje. O que era ótimo!
Estar perdido sobre o que fazer lhe dava a oportunidade de explorar e se expor a situações que poderiam lhe surpreender. A frase exata que ele usou foi: “se você não está perdido, é sinal que você está repetindo a mesma coisa sempre”.

Converso sobre carreira com muitas pessoas nas redes sociais. Muitas sabem o que querem, mas não sabem como conseguir. Outras tantas nem sabem o que querem e, obviamente, nem fazem ideia de como descobrir. E um número igualmente grande acham que sabem o que querem, acham que sabem como conseguir mas não entendem porque aquilo não as deixa felizes.

Não as deixa felizes porque o copo não transborda.

Saber o que quer da sua carreira ou se sentir perdido pode fazer pouca diferença na sua felicidade se você souber como fazer para que seu copo esteja transbordando. Se culpar ou deixar sua imaginação te levar para zonas cinzentas onde a felicidade está atrelada apenas a um objetivo vai fazer seu copo esvaziar.

Você pode ter lido este artigo até aqui e esperar que eu te diga como fazer para o seu copo transbordar. Lamento, mas o que vai fazer o seu copo transbordar pode não ser o mesmo que fará o meu. Você não precisa encontrar o seu caminho para descobrir o que te deixa feliz. Estar perdido te dá muito mais opções do que estar focado em um único destino. Não é quente ou frio, céu ou inferno. É apenas a vida

Para mim, quase sempre funciona.

Abraços do Brasil

João Carlos Profírio assina Remédio para Cre(s)cer
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Remédio para Cre(s)cer

Como ser o que você quiser

A infância é realmente um período mágico de nossas vidas. Pelo menos ela tem o poder de ser. Quando, mais à frente, conectamos os pontos, concluimos que mesmo as coisas ruins que eventualmente aconteceram quando éramos crianças tiveram papel fundamental na nossa formação. 

Existem teorias contrárias em relação a isso. Não vou ousar tentar explicar. Nem tenho formação e conhecimento suficiente para isso. Mas em uma conversa entre amigos, que é o que busco com meus textos, posso “falar por alto”. Se minha explicação não servir para nada, pelo menos meus amigos portugueses aprenderão uma expressão comum aqui no Brasil: “falar por alto”, que quer dizer, abordar o assunto sem muita profundidade.

Existe uma corrente que acredita que a personalidade humana é formada sob forte influência das experiências que se inciam na infância. No entanto, existe outra corrente que defende que o meio social e a preocupação do indivíduo em alcançar objetivos preestabelecidos são os determinantes básicos do comportamento humano. É uma teoria interessante, embora eu não concorde totalmente com ela. Se quiser saber um pouco mais sobre isso, leia o livro “A coragem de não agradar” de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga. Vale à pena.

As duas teorias, assim como quase tudo na vida, tem seus riscos se forem usadas de maneira errada. Por exemplo, se você acreditar que tudo na sua vida que não está de acordo com o que você gostaria, for culpa da criação que você teve na infância, estará se isentando de qualquer responsabilidade no processo de evolução.

Sou um defensor ferrenho da autorresponsabilidade. Este inclusive é o tema do primeiro  capítulo do meu livro “Remédio para Crescer”. Acredito que assumir a responsabilidade por tudo que acontece na sua vida potencializa suas chances de crescer. Em todas as áreas: financeira, emocional, pessoal, profissional, etc.

“Tudo bem João, mas até agora você não falou como ser o que você quiser.”

Ok amigos. Vou conectar os pontos.

A infância é um período mágico porque as crianças tem a capacidade de imaginação operando à todo vapor. À medida que nos tornamos adultos vamos sendo bloqueados, ou melhor, sendo coerente com meu conceito de responsabilidade, nos bloqueamos e deixamos de imaginar e ter sonhos grandes. Chegamos a nos sentir ridículos e exercemos uma autocrítica punitiva.

Quando crianças sonhávamos ser muitas coisas: atletas, artistas, astronautas, bombeiros e muitas outras. No entanto, poucos conseguiram realizar estes sonhos. Não vou entrar no mérito do porque. Mas vou te contar um segredo: VOCÊ AINDA PODE SER O QUE VOCÊ QUISER. Independente se tem 18, 30, 40 ou 60 anos.

Sabe como?

Vivendo uma vida criativa.

Viver uma vida criativa é usar a imaginação a seu favor. É se livrar dos bloqueios que nos foram impostos ou que nós mesmos criamos. É poder ser o que você quiser.

Você pode ter uma profissão que não tenha nada a ver com o que você queria ser quando era criança. Mas nada te impede de se envolver em alguma atividade extra que tenha alguma ligação com seus sonhos de infância.

O executivo que queria ser ator, pode se matricular em um curso de teatro, aprender algumas técnicas aos sábados, participar de uma peça amadora e se divertir com isso, sem o peso de que esta atividade seja o seu prato de comida.

A dentista que queria ser bailarina, pode frequentar aulas de ballet à noite duas vezes por semana, vivenciar este ambiente, ouvir a música, sentir seus músculos trabalhando nos movimentos e se imaginar voltando de um grande espetáculo no carro, no caminho de casa.

O estudante que se encantava com o circo quando criança, pode fazer aulas de circo e se divertir muito sendo o malabarista ou o palhaço. 

Eu sou um escritor best seller com meu livro, o jornalista de artigos impactantes quando escrevo e posto nas mídias. Sou o Michael Phelps treinando na aula de natação do sábado de manhã. O Rafael Nadal aprimorando a técnica na aula de tênis. Sou um diretor de TV, ator, apresentador e criador de conteúdo ao fazer os vídeos do meu canal do Youtube.

São poucas horas da minha semana. Poucas mas suficientes para que eu seja feliz. Para que eu seja o que eu quiser ser. Para que eu viva uma vida criativa.

Não ignore a sua imaginação. Não deixe que a criança que você ainda é, morra. E não use a falta de tempo como desculpa.

Se você não tem tempo para viver, você já morreu.

“Cresça” com saúde.

Abraços do Brasil

João Carlos Porfírio

João Carlos Profírio assina Remédio para Cre(s)cer
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Remédio para Cre(s)cer

O Poder das conexões

Caros amigos de Portugal,

Começo hoje uma jornada muito especial. Com muita alegria recebi o convite do meu amigo Carlos Almeida para participar da página Et(h)er Live compartilhando minhas ideias periodicamente. Um desafio e tanto, pois além da responsabilidade de manter o alto nível de conteúdo que a página possui, escrever em “Português do Brasil” para nativos de um português tão bem elaborado e me fazer entender pode parecer intimidador.

Mas como eu adoro desafios, aceitei o convite logo de cara. Não apenas pelo desafio, mas principalmente pela oportunidade de CONEXÃO. Volto a este tema em alguns instantes. Antes, permitam que eu me apresente, como manda a boa educação.

Meu nome é João Carlos Porfírio, tenho 45 anos, casado, um filho (aqui vale um capítulo inteiro para falar, pois o “Gordinho” é realmente um capítulo à parte. Prometo falar mais à respeito no futuro). Trabalho na indústria farmacêutica há quase 20 anos, também sou Coach de Carreira e Analista Comportamental. 

No ano passado, escrevi e publiquei meu primeiro livro: Remédio para Crescer, que dá título ao meu espaço aqui na Et(h)er Live. Quase 700 pessoas já leram o meu livro e confesso que o melhor de toda essa jornada como “escritor” foram as conexões que fiz. Me tornei amigo de muitos leitores e com bastante frequência trocamos mensagens e conversas excelentes.

E é justamente sobre CONEXÃO que eu gostaria de falar hoje. Nada mais propício, uma vez que estamos nos conectando pela primeira vez. 

Vou tentar ilustrar minha concepção de CONEXÃO com 3 situações que aconteceram muito recentemente. Ao final você vai compreender meu ponto de vista.

Exemplo 1:

Há algumas semanas, estava procurando um apartamento para alugar em São Paulo, pois estou em um processo de Job Rotation e preciso ficar durante toda a semana na cidade. Ao chegar ao local, o porteiro do prédio não nos deixou entrar porque a imobiliária não havia agendado. O Corretor que me acompanhava começou a discutir de maneira hostil com o porteiro e, neste momento, já percebi que não conseguiríamos entrar. O tal Corretor, ao mostrar nenhuma habilidade em se relacionar cordialmente diante de uma situação de stress, destruiu qualquer chance de estabelecer Conexão.

Exemplo 2:

Sempre vou ao Correio do Shopping próximo à minha casa para despachar meus livros. Na maioria das vezes, a mesma pessoa me atende. Sempre conversamos e procuro conhecer um pouco da vida dela, com real interesse. 

Há algumas semanas precisei trocar um sapato que havia comprado pela internet e tinha que enviar pelo Correio. Eu não tinha a embalagem e muito menos sabia como embalar corretamente. Meu amigo atendente do Correio do Shopping, sem que eu pedisse, se ofereceu para me ajudar e, em menos de 5 minutos, conseguiu resolver um problema que eu provavelmente demoraria no mínimo uns 30  minutos.

Exemplo 3:

Precisei de uma segunda via de um documento de um Banco e me lembrei que um amigo que conheci através da internet e com o qual sempre converso sobre carreira e desenvolvimento  trabalhava em uma outra agência deste mesmo Banco. Mandei uma mensagem pedindo orientação sobre como deveria proceder e ele se negou a dar a orientação. Ele fez muito mais. Ele resolveu tudo pra mim através das conexões que ele tinha no Banco.

Estes exemplos podem parecer normais e, provavelmente, você também passou por situações iguais. Mas, fazendo uma engenharia reversa da situação, é possível achar o motivo dos fatos terem se desenrolado desta forma. Sempre procurei me interessar pelas pessoas de maneira genuína. Me importando verdadeiramente com elas. Procuro contribuir com todos que me relaciono sem querer nada em troca. Acredito de verdade que quando você faz o bem, ele retorna pra você. “Give a little love and it all comes back to you.” E mesmo assim, não faço o bem para que o universo me retorne. Faço porque é o que tem que ser feito.

E este é o poder das conexões. O poder de transformar o mundo em um lugar melhor para todos. Já dizia José Datrino, o Profeta Gentileza: “Gentileza gera gentileza”. Quando trazemos valor para as pessoas, estamos trazendo abundância para nossa vida, estamos transformando o mundo, estamos nos conectando.

Estarei aqui sempre procurando gerar valor para meus novos amigos portugueses e também para os amigos que já me seguem. E você? Como tem cuidado das suas CONEXÕES? Que tal surpreender alguém esta semana e fazer algo que torne o mundo melhor? Te vejo no próximo artigo .

“Cre(S)çam” com saúde. Abraços do Brasil

João Carlos Profírio assina Remédio para Cre(s)cer