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Memórias…

Ao olhar em espanto a fotografia, perdida entre o entulho daquele sótão, deixava sobrar uma lágrima no meio rosto que caíra sobre as mãos.
Sempre foi difícil regressar. Lembrar que foram imensos os dias em que se perdeu no seu colo, na sua paciência, nas palavras difíceis. E o tempo levou tudo. Como um vento que desceu a sombra da montanha, contornou o vale e surripiou a cidade, levando as histórias e deixando as memorias.
A foto que ainda descansa entre os dedos. Ele regressa à infância. Os eternos domingos. Onde em ombros  que chegavam a doer, mesmo a calejar, reservavam o seu lugar. Naquela estrutura inabalável de um pai que mostra o mundo aos sonhos do filho. E ele amava aquele mundo. Conseguia que todos os olhassem em inveja própria. E nunca se atormentou pelos quase 2 metros que o seu pai projetava. Apenas gozava o panorama. Todo o horizonte tornava-se tão próximo que quase tocava a distancia mais longínqua. E eram os jogos de domingo, as brincadeiras pelo parque, o gelado ou mesmo a corrida para apanharem o autocarro.
Retira ainda mais uma lembrança. Um disco. O vinil que incorpora o legado. Trá-lo para baixo, limpando-o com todo o cuidado e coloca-o no prato. A agulha fina cai sobre o rebordo. Saem umas fagulhas de ruído. A música começa. Encosta-se no sofá, fechando os olhos. E, de novo em espanto, deixa-se ir. O rio leva-o para junto do pai, longe dali, onde o pasto nunca mais seca,
 It’s not time to make a change
Just sit down, take it slowly
You’re still young, that’s your fault
There’s so much you have to go through
Find a girl, settle down
If you want, you can marry
Look at me, I am old, but I’m happy
,*
E chora na lembrança.
 

* Letra da música Father and Son de Cat Stevens
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A Profecia Asura. o Segundo livro.

Antonio Costeira acabou de lançar o seu segundo livro, inserido numa trilogia que teve inicio em “A Profecia”.
Capa-A Profecia
António Costeira deu-nos o prazer de conversar um pouco com o universo et(h)eriano, sobre este novo livro.
Foto
 

  1. Fala-nos um pouco deste teu novo livro?

 
A história insere-se no género fantástico.
Para dizer algo sobre este segundo romance, tenho que recuar um pouco ao primeiro.
Em A profecia, com o subtítulo Naur’Can, os acontecimentos iniciam-se numa terra chamada Alaghosadar, onde vários reinos coexistem pacificamente. Naur’Can é precisamente a capital do belo reino Elfo onde Davdak, um mago meio Homem, meio Elfo, de valores nobres e elevados, acaba por ser expulso devido a acontecimentos infelizes que culminaram com a destruição da capital. Humilhado, esqueces os nobres valores aprendidos, refugia-se no Reino da Garça e inicia o caminho de uma terrível vingança. Prevendo um futuro de trevas, escorraçado e com a espécie em vias de extinção, Angolon, o sábio Dragão dominante, prevê um futuro de trevas – o inverno do mundo. É precisamente ele que dá a Profecia a Riclamin que depois a oferece ao mundo.
Numa teia narrativa riquíssima em povos, personagens e localidades, Naur’Can é de uma imaginação tremenda que não deixa o leitor indiferente.
 
Em Asura iniciam-se as aventuras de Elvellon e Adanedhel, dois jovens que, por artes da milenar profecia saída da sabedoria de Angolon, são convocados a fazer parte do oráculo vaticinado, num mundo antigo e mágico. Novos seres fantásticos, numa narrativa em crescendo, são adicionados ao enredo de uma forma tão natural, que a leitura torna-se viciante. Na’Akano, o jovem que não conhece as suas origens, SuÄni, a jovem maga aprendiza de Astrid, Raven o Guardião ou ainda Burba o Anão, são exemplos. Edgard, o Duque de Unhais é uma figura notável. O que acontecerá aos três ovos de Dragão, será um mistério que os leitores procurarão desvendar com avidez.
 
 

  1. És um escritor do fantástico. Acreditas que em todos nós existe um mundo imaginário que, na maioria das vezes, fica escondido pelo decorrer dos anos?

 
Essa é uma verdade para mim. De muito debate para os psicanalistas. É a razão pela qual muitos talentos ficam por revelar.
 
 

  1. Como vês a literatura fantástica em Portugal? As diferenças para o resto do mundo.

 
Em Portugal lê-se bastante o fantástico, mas de uma maneira geral de autores estrangeiros. Os autores portugueses têm tanto ou mais qualidade.
 

  1. Quais as tuas expectativas para este segundo livro?

 
Quando um jogador brilha numa equipa secundária, é o craque da equipa e alvo da cobiça das equipes de elite. Em Portugal, como no resto do mundo, é fundamental que o treinador da equipe de elite saiba colocar o promissor jogador no lugar certo em campo. Eu diria que o meu primeiro livro é como o jogador da equipe secundária. Tenho de procurar provar ao treinador que o segundo livro merece subir de escalão.
 

  1. E as tuas expectativas como escritor deste estilo no nosso país e além-fronteiras?

 
A primeira parte da pergunta está intrínseca na resposta anterior. Ao segundo livro, penso que ainda é prematuro pensar em mais do que o mercado nacional. Há os regionais, os distritais e o nacional. Só se pode subir para a divisão imediatamente a seguir. Não gosto de dar um passo maior que a perna. Dá sempre mau resultado.
 

  1. Se fosses um mago, com um simples poder, qual escolherias?

 
Ter o condão de fazer os adultos acreditarem nos sonhos de criança.
 
Grato António Costeira, e em breve teremos mais novidades sobre este autor português. Estamos a preparar um Podcast com uma conversa sobre livros, sobre vidas e sobre um estado do et(h)er.
Até lá, ficam algumas opiniões sobre este autor,
 
Apesar de ser o primeiro  do autor, este livro revela já mestria do género da literatura fantástica. Mesmo aqueles que não são adeptos desse género ficarão presos por um enredo imaginativo que cruza o passado e o presente, aliando a fantasia histórica com a ficção científica. Físico na Universidade de Coimbra como um dos heróis do livro, convido os leitores a entrar na aventura.
Carlos Fiolhais
Professor de Física da Universidade de Coimbra
 
A Profecia apresenta-se como uma obra que alia a ciência e o fantástico, numa teia narrativa dinâmica em que as histórias, narradas em alternância, seguem um percurso temporal repleto de avanços e recuos e guiam o leitor de forma sedutora, através das suas páginas. Elfos, dragões e povos surpreendentes criam uma imprevista aliança, inspirada pela magia das runas, e protagonizam o domínio da mente sobre a matéria.
 
Salomé Raposo
Autora e Licenciada, LLM – Estudos Portugueses
 
Todos os embates entre os Magos ao serviço de Davdak e os Magos da descendência de Astrid e seu dileto discípulo Na’Akano … são de uma violentíssima grandiosidade, digna dos melhores efeitos especiais que tem o cinema.
 
Jorge Magalhães
Arquiteto, Músico e Escritor
 
António Costeira é o mais recente autor a aventurar-se pelos meandros da literatura fantástica com uma nova Profecia, que promete enfeitiçar o coração dos portugueses com magia e superstição. Na verdade, A Profecia reúne os melhores elementos do fantástico medieval e sobrenatural, fundindo-os com alguns elementos reais, numa aventura de exploração e encantamento que, certamente, nos irá tocar com palavras sábias dotadas de um élan arrebatador.
Miguel Simão
Crítico Magazine HD

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A Forma da Água (e do Amor)


A forma da água. Talvez mesmo, a forma do amor.
Muitos foram os que tem cantado, ao longo dos séculos, o verdadeiro amor incondicional. Aquele que supera todas as barreiras, as culturas, a comunicação, a forma. Sim, a forma.
Neste filme cheio de uma beleza muito própria, Guillermo Del Toro traz-nos a luz no meio da escuridão. A forma de o fazer é ligar um ser sobrenaturalmente único, um aquamen, com uma mulher de limpezas muda. Uma mulher sozinha no amor, carente e marcada. Um ser aquático visto por uns como uma aberração da natureza, e por outros como uma ligação divina. Elisa Esposito ( boa interpretação de Sally Hawkins) apaixona-se por um anfíbio capturado na América do Sul, por um ex-militar dominado pela loucura e sequioso por matar o ser que lhe roubou dois dedos. Num ambiente da Guerra Fria, um suposto “Deus” aquático é o centro de duas narrativas, ambas dominadas pela forma. A forma como Elisa descobre na diferença dos universos, uma comunicação de paixão, de amor sem barreiras e de liberdade. A forma como ambos os inimigos (americanos e russos) são conduzidos pela vontade de aniquilarem aquele que poderia ser uma arma, mas rapidamente se torna numa ameaça. E outra forma de amor. A do amor pela ciência, pela descoberta de novos mundos, novas paixões, através de um cientista que abdica da sua posição de espião, para mover esforços em defesa do anfíbio.

Guillermo del Toro já nos habituou a mundos estranhos, diferentes, mas não muito longe dos nossos mais profundos sonhos de menino. Desde o Labirinto do Fauno que explora universos surrealistas para abordar temas tão belos e tão misteriosos. A Forma da Água é uma simples história de amor. Mas é uma bela sinfonia de quando se ama sem nenhuma condição, se consegue ver para lá do que os que olhos, neste caso a fala, alcança. Exemplo disso é uma das cenas de amor mais belas que já assisti no cinema. Um mergulhar nos sentidos, nos corpos que dançam e respiram o desejo de se tocarem. Beleza pura.

Excelente banda sonora.
Excelente ambiente.
Filme de excelência.

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Nova Produção do GrETUA, Aveiro

O Et(h)er dos Dias espera estar presente e trará assim que puder, as novidades a mais um trabalho do GrETUA.
Sala esgotada para todas as datas
A produção “Peignoir”, espectáculo em forma de banda-desenhada noir, surge após o a edição do curso mais concorrida de sempre, que levou a organizar duas turmas. Na peça participam estudantes da UA, docentes, atores que estarão em palco pela primeira vez e gente já formada em teatro que também quis fazer o curso e até atores que vêm do Porto.
No total, dá 500 lugares, somando os bilhetes vendidos para todas as datas previstas, sala sempre cheia com uma semana de avanço. “Um orgulho enorme”, salienta a direção do GrETUA. Também já tinha acontecido com a produção anterior “Perguntem ao Porteiro”.
A sinopse da peça anuncia: “Bentley é o alter-ego de um homem a quem já só falta a última desilusão: a literatura. Contra tudo e contra a Remington de escrever, vai disparando o que ainda funciona: rir.”
Ficha Técnica:
Direção: Bruno Dos Reis, João Tarrafa, Nuno Dos Reis, Teresa Queirós
Argumento: Bruno dos Reis
Produção: Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro
Apoio à Produção: Maria Calão
Interpretação: Beatriz Fonseca; Bernardo Almeida; Eduardo Queirós; Gaia Viscuso; Iúri Dos Santos; Joana Ratola; Margarida Cerqueira; Margarida Pinto; Pedro Sottomayor; Sheila Carneiro; Sofia Miguel Castro; Sónia Jerónimo; Tiago Lopes
Apoio Coreográfico: Liliana Garcia
Desenho de Luz: Bruno dos Reis, João Valentim; Nuno dos Reis
Operação de Luz: João Valentim
Apoio técnico à Sonoplastia: Bruno Gomes
Guarda-Roupa e Figurinos: Joana Africano
Cenografia: Bruno dos Reis
Execução Cenográfica: Victor Pereira; Pedro Sottomayor
Apoio à execução cenográfica: Filipe Sarabando; João de Pantaleão; João Valentim;
Imagem e Comunicação: Leonor Flores
Apoio à Imagem: João Coutinho; Nuno dos Reis
fonte do texto: UA online
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Podcast Et(h)er dos dias

Olá a todos. E chega mais uma partículas deste projecto. O Podcast. O primeiro episódio já está disponível para audição. É sobre o Destaque do mês, o Projecto S.O.G.A. com Catarina Quadros. Vale a pena escutar esta conversa muito interessante e rica de experiência e partilha. No Menu não dá para ligar directamente, mas fica aqui o link para acederem e assinarem o PODCAST.
Vejam em
https://castbox.fm/channel/et(h)er-dos-dias-id1167672?country=pt
Até breve.

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Concerto solidário SOGA

No proximo dia 2 de Março, no Conservatório de Coimbra, vai-se realizar um concerto de angariação de fundos, pela associação S.O.G.A., o destaque deste mês aqui no mundo Et(h)eriano. Assim, convido e desafio toda a comunidade que possa e deseje, a contactar a associação, para poder desde já assegurar o seu bilhete para o concerto.
Deixo o texto da associação, que publicou numa pagina de evento, no Facebook.
Vem-nos lá… sim o Et(h)er vai e depois volta para partilhar…
“Mudar o mundo enquanto se ouve um concerto magnífico? A combinação perfeita!
Por apenas 6€ os amantes de Gospel e amigos da ilha de Soga, vão juntar-se no Conservatório de Musica de Coimbra para um concerto do Coimbra Gospel Choir!
Fazendo parte desta família, contamos consigo e com os seus, certo?!
Pode comprar os bilhetes no próprio conservatório, com um dos voluntários da Associação S.O.G.A, ou envaindo email para geral@soga.pt
Marcamos encontro lá!”

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Momentos…

Entrou em casa e…
(duas horas antes)
Havia um recanto no WC. Pequeno. Mas conseguimos colocar os corpos. Estes suavam, deixando deslizar as roupas com doçura e deslumbre. Levei as mãos aos seus cabelos. Lisos, banhados pela agua que os soltava. Ela lentamente tirava cada botão da sua casa, colando os lábios ao peito que se arrepiava. Eu beijei a testa, as orelhas, trinquei os ombros. Rapidamente o seu vestido ergueu-se e os meus dedos humedeceram o intimo. Os gemidos misturavam-se com a musica que explodia no interior da discoteca. Sussurrou-me desejos. E eu segredei vontades. Baixou-me as calcas com fúrias. A cuecas foram rasgadas e logo estava nela. Com alguma doçura. Entrei e sai e mantive o ritmo com lisura. Trocávamos línguas e olhares. Profundos e intensos. As vozes falavam sem se ouvirem. Trocávamos palavras sem conversar. A pele era uma voz que se fazia escutar. E tocavam-se.
– Estou quase, mas ainda não quero,
– Deixa-me virar-te.
– Sim. Quero. Vem para mim assim.
Penetrei. A suas costas colaram-se no meu coração. Peguei os mamilos com sensualidade. Ela atirou-me contra a parede, fazendo que entrasse mais. Estava tão no seu interior que pressionava o ânus. Tivemos vontade de gritar. O prazer era o marmoto que debruava cada recanto. Havia o ónus do gemer pelo orgasmo que se transmutava.
Ficamos por momentos enclausurados. O momento era dispensável de explicações. Tudo fora instantâneo. Não houve nomes nem muitas frases. Apenas os olhos se cruzaram e quiseram. Tão estranho quanto ser numa simples fração de casa de banho. Mas aconteceu.
(duas horas depois)
Entrou em casa e virou o olhar pelo canto. Sei que me viu pela ultima vez, mas ficou para sempre. Ainda agora me retiro sem saber o que devia ter perguntado. Mas se tivesse, talvez nada tivesse acontecido.

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palavras que saem…

Uma mulher entra num comboio.
Um rapaz sai do WC ao fundo da estação.
Um homem reitera vontade em beber mais um trago de bagaço no bar.
 
Dos megafones encrustados na estação, sai em voz,
 
Vai sair o comboio com destino a Lisboa. Decorre com um atraso de 10 minutos.
 
(15 minutos antes)
 
– Sabe a que horas o comboio chega?
– Atrasado.
– Tem lume? – uma criança entra na conversa.
– Para quê miúdo?
– O meu pai precisa.
– Onde está o teu pai?
– Anda lá meu. É só um cigarro.
– Estes miúdos de hoje não aprendem. Não fales assim. Estás perante uma senhora.
– Não faz mal. Dê-lhe o lume. Eu só preciso do comboio.
– Parece preocupada. Não perdeu.
– Nunca sabemos o que perdemos.
– Está atrasado.
– E eu atrasada.
– Acompanha-me num copo?
– Queres engatar a gaja – o miúdo ri de lume em riste,
– Sai miúdo. Quer?
– O quê?
– Um copo?
– Não. Agora queira me deixar esperar pelo meu tempo…
 
 
(Comboio chega. Pessoas saem. Pessoas entram. O comboio parte)
 
Uma mulher partiu num comboio. Abraça o corpo no assento.
Um rapaz deixa cair um pedaço de charro na saída do WC.
Um homem bebe o decimo trago de bagaço no bar.
 
(1 hora depois)
 
Um comboio descarrila. Uma mulher padece.
Um rapaz, pedrado, cai às rodas de um carro. Padece.
Um homem embriagado envolve-se numa rixa. Uns murros, uma navalha perdida, o seu peito rasgado. Padece.
 
(…)- Agora queira me deixar esperar pelo meu tempo.
– Claro. (retira-se) Fodas nem uma puta me quer. Esta vida é só uma paragem. Desaparece miúdo. Já tens o que querias.
 
carlos almeida. 2018

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NOISERV

Criado em meados de 2005 pelo músico David Santos, noiserv é considerado um dos mais criativos e estimulantes projectos musicais, de entre os surgidos em Portugal na última década. O seu percurso tem sido marcado pela criação de canções capazes de atingir cada individuo na sua intimidade, relembrando-lhe vivências, momentos e memórias intrincadas entre a realidade e o sonho. Noiserv, a quem já chamaram “o homem-orquestra” ou “banda de um homem só”, conta no seu currículo com o bem sucedido disco de estreia “One Hundred miles from thoughtlessness” [2008], o EP “A day in the day of the days” [2010] e o galardoado “Almost Visible Orchestra” que no inicio de 2014 foi distiguido como melhor disco de 2013 pela SPA, Sociedade Portuguesa de Autores. Em Novembro do mesmo ano, noiserv decide editar o seu primeiro registo ao vivo, um DVD com o título “Everything should be perfect even if no one’s there”, uma boa forma de assistir de perto a um concerto do músico português. Com mais de 4 centenas de concertos por Portugal e resto do Mundo e ainda uma série colaborações em Teatro e Cinema, é em 2015 acontece a internacionalização mais séria para noiserv com a reedição do álbum “Almost Visible Orchestra” para todo o mundo através da editora Francesa Naive, casa mãe de M83, Yann Tiersen, entre muitos outros artistas. 2016 é o ano para mais um lançamento, 00:00:00:00 é o nome do sucessor de “Almost Visible Orchestra”, e é descrito pelo músico lisboeta como “a banda sonora para um filme que ainda não existe, mas que talvez um dia venha a existir”. É um disco diferente daquilo que noiserv nos tem habituado, a “orquestra de sons” que tão bem lhe conhecemos deu lugar ao som de um piano tocado a muitas mãos, enquanto da sua voz vemos sair, nos temas não instrumentais, histórias em português. O ano seguinte revelou-se de novo um ano muito forte na internacionalização do projecto continuando os concertos por França, mas também chegando a novos países entre os quais a destacar, Itália e Lituânia. Já em Portugal, muitos foram os concertos de apresentação do disco 00:00:00:00, e no que toca a colaborações convém destacar a banda sonora do Filme “Todos os Sonhos do Mundo” que estreou nos cinemas em Outubro, e uma série de bandas sonoras para Teatro. 2018 começou com a composição da música original para a nova imagem da RTP1.
DISCOGRAPHY: 2005 – 56010-92 (EP)
2008 – One Hundred Miles from thoughtlessness (LP)
2010 – A day in the day of the days (EP)
2011 – One Hundred Miles from thoughtlessness (LP) + A day in the day of the days (EP) [double edition]
2013 – Almost Visible Orchestra (LP)
2014 – Everything should be perfect even if no one’s there (DVD)
2015 – Re-edição internacional de Almost Visible Orchestra (LP)
2016 – 00:00:00:00 (LP)
retirado do Facebook de noiserv.