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Ascensão

Recentemente descobri uma mini série de… 2014. Mas como diz o ditado, “mais vale tarde que nunca” e realmente valeu bem esta “descoberta”.

Trata-se da mini série de seis episódios, “Ascension”.
Nos anos 60 a Humanidade já previa o declínio do nosso planeta e então é decidido iniciar um projecto ambicioso, no mínimo:

Enviar 600 pessoas numa nave numa viagem de 100 anos até “Proxima Centauri” onde aí se irá dar um novo começo para todos nós, a colonização de um novo planeta, na esperança que as coisas corram melhor do que neste que habitamos agora.

Claro que numa viagem desta envergadura, não é expectável que a tripulação e passageiros originais cheguem todos ao destino vivos e de boa saúde. O sucesso irá depender dos (futuros) netos dos que partiram agora.

Para que isso suceda, a nave tem uma série de regras rígidas sobre (entre outras coisas) quais e quantas mulheres podem engravidar, pois além de se pretender que a geração futura seja composta pelos melhores, há que tem em conta os suprimentos que a nave tem ao seu dispor. O número total de viajantes tem de ser constante, daí haver uma vigilância apertada.

Como seria de esperar, a tecnologia da nave não é da mais recente, comparativamente ao que temos hoje disponível, mas isso não os impede de desenvolver a sua própria tecnologia.:

Nenhuma pessoa desta viagem espacial está a par dos desenvolvimentos sociais e tecnológicos da Terra: Não conhecem como evoluíram determinados comportamentos, desconhecem certas personalidades que para nós são bem conhecidas. Desenvolvem portanto os seus próprios comportamentos com base na humanidade dos anos 60.

Apesar de haver uma (aparente) harmonia entre todos a verdade é que a tragédia acontece em todo o lado. E aqui não é excepção… A meio desta viagem, e quando estão num ponto de não retorno, uma jovem aparece morta e suspeita-se que não tenha sido acidente. Mas porquê? E quem terá sido responsável? Suspeitos não faltam.

Embora a aventura tenha-se iniciado há muitos anos, nós espectadores começamos a acompanhar todos estes acontecimentos já no tempo Presente, tanto na nave como na Terra, pois a missão é acompanhada no nosso planeta por uma organização governamental que espera 100% de sucesso, a qualquer custo.

Uma história cativante repleta de reviravoltas que irão certamente surpreender. Infelizmente a série, que começou no canal “SyFy” e mais tarde foi adquirida pela “Netflix”, acabou no sexto episódio da primeira temporada. Mas mesmo em 2019 existem petições para a trazer de volta, por isso nunca se sabe… poderemos um dia acompanhar mais pormenores desta deslocação interplanetária.

Não deixem que este pormenor os desmotive de ver esta excelente mini série.

Embarquem nesta aventura.

RMS

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TU

“You” no seu título original, é uma cativante série da “Netflix Portugal” que irá certamente prender a atenção do espectador bem como repensar as suas definições de privacidade nas várias redes sociais que usa.

Penn Badgley, talvez mais conhecido pela participação na série “Gossip Girl”, interpreta “Joe Goldberg” um (aparente) simpático vendedor numa livraria. Tudo parece ser rotineiro nos seus dias até que lhe entra na loja uma cliente, “Guinevere Beck” interpretada por Elizabeth Lail das séries “The Good Wife”, “The Blacklist” e “Once upon a time” só para nomear alguns títulos.

Imediatamente Joe é atraído por esta bonita e simpática cliente, criando-se uma empatia entre ambos. Porém assim que Guinevere sai da loja, Joe começa a vasculhar a fundo (sem nenhum esforço especial) todas as redes sociais em que a sua cliente está registada, começando a descobrir todos os pormenores da sua vida, incluindo a sua morada.

A mente de Joe, inicia uma relação com esta mulher e começa a planear de uma maneira sinistra toda o futuro a dois sem que ela suspeite minimamente do que se está a passar. Claro que para isso ele terá de tirar alguns obstáculos do caminho da sua felicidade.

“You” não só é uma excelente série de apenas 10 episódios com um ambiente de “suspense”, mas também um alerta para a nossa falta de atenção acerca do que dispomos na internet, ignorando o nível de privacidade e o conteúdo que disponibilizamos para todo um público ver.

RMS

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2019

E chegamos a um novo ano.

2018 foi fantástico. Foi o inicio do Et(h)erlive71, primeiro como blog e depois como site. Foram meses, confesso, algo trémulos, com uma enorme adrenalina inicial, mas que depois foi talhado por altos e baixos. Mas os inicios são aprendizagens. E é de aprendizagens que este projecto é feito. Vamos dar inicio a outra etapa, a de arrumar a casa e preparar o futuro, que é já a seguir.

Durante estes meses, o Et(h)erlive71 teve vários colaboradores a escrever textos unicos, opiniões, tivemos entrevistas incríveis, dois podcasts que estão a ter cada vez mais adeptos e uma revista. Não é facil conseguir ir organizando um projecto tão ambicioso, mas sem ambição não conseguimos atingir os patamares da montanha que escalamos.

Assim, desde já anuncio que infelizmente um dos nosso queridos colaboradores, o Rui Azeredo, deixa-nos por razões maiores que o impedem de conseguir manter uma ligação regular aos leitores do et(h)er. Agradeço com enorme Amizade toda a sua colaboração, deixando este Universo sempre disponivel para o Amigo Rui. Aproveito ainda para agradecer as colaborações fantásticas também do Rui Sousa, do Pedro Marques, do Luis Sousa e da Julia Duarte.

Entretanto estou a preparar mais umas novidades no campo dos colaboradores. Cada um irá passar a ter uma crónica fixa, com um nome e um timming próprio, para que vocês passem a poder segui-los mais de perto. Infelizmente e cada um por razões próprias, o Et(h)er vai ter de deixar cair certas colaborações, com vista a garantir regularidade nos textos e na qualidade.

Deixo a sugestão de estarem atentos às novidades, de pesquisarem o que foi feito durante este ano e de apresentarem sugestões do que gostavam de ver aqui no et(h)er. Escrevam-me para poder analisar a trocar ideias capazes de melhorar o et(h)erlive71.

Agradecendo desde já a vossa confiança, paciência e carinho,

Desejo-vos um óptimo 2019, Super e Fabulosamente Vivido e Sentido, senão não tem piada.