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Islandia. A terra dos mundos desconhecidos.parte 1

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SEXTILE, SORRIR PARA O ABISMO, por musicaemdx

Publicado com a permissão de http://www.musicaemdx.pt

A noite de segunda-feira trouxe consigo a chuva e o vento, mas a passagem dos Sextile, oriundos dos Estados Unidos e neste momento sediados em Los Angeles, pelo Sabotage Club, fez com que mais de uma centena de pessoas abandonassem os seus sofás entre outras coisas a favor de mais uma noite cheia de emoções e energias fortes, ásperas e quentes. Estas casas cheias numa noite de segunda-feira não deixam ninguém indiferente, e se deixam, não deveriam de deixar.  São noites que se saboreiam de uma forma diferente para a maioria e que deixam a sua marca distinta.

20180226 - Sextile @ Sabotage Club

A sonoridade dos Sextile produz um impacto duradouro e extravagante. Um impacto que se sente no corpo todo, que nos entra na cabeça através dos estampidos da bateria de Melissa e dos sintetizadores de Eddie e que a voz de Brady e a guitarra de Cameron fazem explodir em nós.

Passaram por Portugal, estiveram no Porto no domingo e em Lisboa na segunda para os últimos concertos da tour do segundo álbum, Albeit Living, que foi editado em Agosto passado, e fazem questão de o dizer, como se nos estivessem a avisar que esta noite poderá ter muito mais nela que apenas mais um concerto a uma segunda feira no Cais do Sodré.

20180226 - Sextile @ Sabotage Club

E não, isto não é apenas mais uma noite, mais um concerto, mais uns copos a ouvir música. Os Sextile são intensos. Intensos daquela forma que até o nosso corpo estranha essa mesma intensidade. Intensos de uma forma que se mete debaixo da nossa pele, um incómodo necessário para continuar vivo ou para não cair no abismo.

Existem muitos momentos, sem luz, muitos momentos com uma luz ténue e em quase todos os momentos uma luz que pulsa mais forte que o ritmo.

20180226 - Sextile @ Sabotage Club

Arrebatadores, cheios de uma ira intensa e apaixonada, soam exactamente como eu imagino que soa quase toda a América soa neste momento, revoltada, agitada, nervosa. Prontos a explodir a qualquer momento.

One Of These é quase isso, e Who Killed Six é exactamente isso.

A casa enche um pouco mais à medida que o concerto avança, assim como a energia explosiva que emana especialmente de Brady, como se ele fosse o escape dos outros membros da banda, como se por ele fluísse toda a electrizante batida.

20180226 - Sextile @ Sabotage Club

Ripped e Sterilezed, assim a menos de um metro de distãncia da banda, a observar as expressões de cada um deles, têm uma batida hipnótica, arrojada, industrial puxada pelos sintetizadores que Eddie e Cameron dirigem.

Mellissa conduz com ritmo completamente certo a energia entusiasmada de Eddie que ataca os seus sintetizadores com um sorriso na cara enquanto produz e reproduz a repetição ampliada, aumentada pela guitarra de Cameron e a voz de Brady parece estar quase sempre no ponto de ruptura como se a qualquer instante fosse sucumbir à sua própria revolta.

Quiseram sair sem um encore mas não era possível. Como poderiam sair sem um encore no último concerto da tour? Como poderiam sair sem um encore depois de um concerto assim?

O concerto foi curto, pouco ultrapassou os sessenta minutos, todos eles intensos, electrizantes, repetitivos, duros, ásperos. Intensos. Intensos como se estivéssemos uma hora a olhar para o fundo do abismo enquanto o nosso coração quase chega à boca para que no último momento, quando tudo cessa possamos respirar fundo e querer mais.

Queremos mais.

Texto – Isabel Maria
Fotografia – Luis Sousa

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noiserv. entrevista exclusiva ao et(h)er

 
E primeiro exclusivo. Noiserv, o destaque musical deste primeiro mês de vida do projecto Et(h)er dos Dias, concedeu a este Universo uma entrevista onde nos permite, de forma mais descontraída  conhecer um pouco mais deste musico português. Espero que gostem e deixem as vossas mensagens para o Noiserv, que faz 13 anos de carreira. Todas serão reenviadas ao musico. E divulguem…
 
Et(h)er – Em primeiro lugar, os meus parabéns pelos teus 13 anos e pela musica que fazes. De mim e de todo o mundo et(h)eriano. Fala-nos um pouco de ti, quer como David Santos, cidadão e musico, como NOISERV, e destes 13 anos como musico.
Noiserv Esta resposta seria uma conversa longa e por isso será complicado resumir tudo em poucas palavras. São 13 anos de muitas experiências, viagens, pessoas e boas emoções. 13 anos em que o NOISERV e o David se tornam o mesmo.
 
E – Um dia disseste algo como: “se tivesse nascido música gostava de ter sido feito pelos Sigur Rós e que a haver uma banda sonora, seria com uma dos Radiohead ou do Yann Tiersen, uma qualquer do Eddie Vedder mais umas quantas dos Explosions in the Sky… Jeff Buckley… já seria um dia bem passado” São estas as tua referencias?
N – A palavra referência é talvez muito forte. Estes são alguns dos nomes que mais marcaram o meu crescimento, apenas isso.
 
E – Acreditas que um musico pode ser de facto o produto de muitas correntes ou consegue ser de apenas uma?
N – Um músico, ou uma pessoa, será sempre um conjunto de muitas experiências e vivências. Só assim faz sentido que cada um se torne único e especial no que pretende comunicar ou viver.
 
E – Tens trilhado um caminho muito próprio na musica. Tem sido difícil, mais fácil do que esperavas, conta-nos um pouco do teu percurso e de como tem sido a tua descoberta como musico.
N – É sempre difícil. É viver numa constante auto-critica e constante necessidade de provar qualquer coisa aos outros e a ti mesmo. No entanto, sinto-me um sortudo por ter conseguido que as coisas fossem sempre crescendo ao longo destes anos.
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E – Ainda no seguimento da questão anterior, como tem sido a a descoberta do teu publico? Sentes que a tua musica está a chegar cada vez mais a um vasto publico?  E que publico é esse?
N – Seguindo também a resposta anterior, sinto que NOISERV tem crescido sempre, também em número de pessoas que conhecem. Sinto o público bastante transversal a todas as gerações o que me deixa feliz por sentir que a música consegue “chegar” a pessoas tão diferentes.
 
E – Sentes que o musico tem cada vez mais uma “responsabilidade” no mundo em que vivemos? Naquilo que transmite, na forma como pode tocar as pessoas, no que pode mudar e ajudar a construir…
N – A música é talvez das emoções mais imediatas comparando com outras áreas artísticas e por esse motivo tem uma força enorme. Não sinto mais “responsabilidade”, sinto sim mais vontade e determinação em transmitir aquilo que sinto pelo “mundo” que me rodeia.
 
E – Para mim a musica é um estado de Eter puro. Ajuda-me a respirar e a reunir-me comigo próprio. A tua musica é uma daquelas que me transporta para esse estado. Quando compões e constróis uma musica, pensas na forma como ela vai chegar ao publico?
N – No processo de composição de uma música sinto uma necessidade extrema de me sentir 100% satisfeito com o resultado final, o que não dá muito espaço para imaginar o que os outros vão sentir. Por outro lado, sinto que uma música só faz “sentido” quando “chega” de forma intensa a quem a ouve. São duas varáveis importantes que desejo alcançar mas nunca conseguindo abdicar da primeira em função da segunda.
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E – No teu site surge uma espécie de casa do mundo dos Hobbitt, repleta de todo o menu necessário para te descobrir. Mas o que mais adorei, foram as teclas coloridas. Queres falar um pouco do seu propósito? E qual a tua opinião sobre o impacto do mundo internauta e de redes sociais na musica, nos dias de hoje?
N – As redes sociais são talvez a ferramenta mais forte e imediata que os músicos têm ao seu dispor. Poderá existir, hoje em dia, uma saturação das mesmas mas não deixam de ser uma forma muito boa de cada músico conseguir comunicar com quem gosta da sua música. Um site é diferente, é um conceito, uma ideia que está sempre “lá” à espera de ser visitada. O mesmo acontece com o meu, e como acredito que é a procurar que somos felizes fez-me sentido ter “algumas” coisas escondidas.
 
E – Estamos a regressar muito aos “vintage” em vários quadrantes da sociedade, e a musica não foge a isso. O regresso por exemplo a estilos que se pensavam guardados já nas memórias, a formas de vestuário e ao vinyl. Como musico que já editou em vinyl, pensas que a musica ganha com este regresso, em especial aquele publico que aprecia mesmo esta arte nos seus variadíssimos géneros?
N – O vinyl é mais um formato, uma forma bonita de conseguir passar a música de mão para mão. Em comparação com outros, o vinyl tem a vantagem de enquanto objecto ser bastante mais atractivo e “verdadeiro” por ser totalmente analógico e por isso mais mágico.
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E – Concertos. Fala-nos de como escolhes (quando o fazes) os locais para tocar, de como tem sido a reacção do publico e a proximidade nesse momento tão próprio e finalmente do Tivoli, próximo Abril onde vais celebrar os 13 anos de percurso.
N – Gosto de tocar em sítios bonitos. Onde a música faça sentido, não apenas por estar alta mas por se tornar especial. Tenho sido um sortudo com a reação do público, sinto que as pessoas têm gostado de assistir aos meus concertos. O Tivoli é uma sala muito bonita, onde espero que tudo corra bem e que todos fiquem felizes.
 
E – “José e Pilar”, como foi a experiencia de uma banda sonora para um filme tão especial, tão intimista e tão próximo de alguém que via a vida, o mundo e os sentimentos de forma tão própria e profunda?
N – Foi incrível, é um dos maiores orgulhos que sinto na minha carreira. Como disse anteriormente, a música torna-se especial quando serve de banda sonora da vida de alguém. Para mim e para muitas pessoas aquelas músicas são um pouco da vida de José Saramago.
 
E – Para terminar lançava-te dois desafios:

  1. O que dirias sobre a tua musica, a uma criança que nunca te escutou;

 N – Colocava-lhe uns headphones e esperava pela reação. Não há melhor opinião que a de uma criança sem filtros ou medos de desiludir.
 
      2.  E agora tens nas tuas mãos uma Playlist de 10 musicas para construires para os Players dos vários seguidores do Mundo Et(h)eriano. Aceitas fazê-lo? As musicas, tuas ou não são da tua escolha livre e sentida.
Noiserv,
Radiohead | videotape
Sigur Rós / Untitled 6
Benjamin Clementine | I Won’t Complain
– Sufjan Stevens / Mystery of Love
– Explosions in the Sky / The only moment we are alone
– Cat Power / The greatest
Alt J | In Cold Blood
Perfume Genius | Learning
– Foge Foge Bandido | Borboleta
Flaming Lips | Do you realize
 
Grato por este entrevista. Parabéns do Universo Et(h)eriano pelos teus 13 anos de carreira e venham mais.
 

Fotos: Página Facebook noiserv.
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canal et(h)er dos dias no vimeo


Hoje inauguramos outra peça deste projecto.
O canal do et(h)er dos dias no Vimeo.
Através do simbolo do VIMEO que encontrão  no lado esquerdo, nas ligações directas, no V. Depois é só escolherem os meus Likes do lado esquerdo também ( isto já na pagina do Vimeo).
Irão futuramente encontrar videos meus, como pequenos filmes, reportagens das entrevistas do podcast, etc.
Mas irão também encontrar canais de pessoas que trabalham muito com cinema, com documentários, com musica, com teatro, etc.
E precisamente para começar, eu escolhi o canal do Michal Marczak. Nascido em 1982, na Polonia, Michal é cineasta/ director de fotografia, e realizou trabalhos como o videoclip dos Radiohead “I promisse”. Outros trabalhos foram conduzidos por Michal quer com os Radiohead, quer com Tom Yorke, como “Beautiful People ( Under the Sun)” onde Tom trabalhou com Mark Pritchard.
O seu ultimo trabalho, “All These Sleepless Nights”  foi premiado em 2016, no Festival de Sundance, com o premio de melhor realizador.
Deixo-vos com o trailer desse mesmo filme.


Espero que gostem desta primeira escolha. O canal vai ser assim, com uma escolha e com muito mais a mostrar. Descubram e divulguem.
O canal é no simbolo do V.